Vitória no sufoco entre tricolores

Rubens Chiri/SPFC
Rubens Chiri/SPFC

A duras penas, o São Paulo conseguiu conter o avanço do Grêmio, na tabela e no campo. Sim, porque, se o Grêmio tivesse convertido em gols o domínio pleno que exerceu sobre o Tricolor paulista, sairia de campo consagrado, além de atropelar o adversário na tabela do Brasileirão.

Mas, não conseguiu, entre outras coisas, porque o que faz rir faz chorar, como diz o refrão popular. Refiro-me ao clima eletrizado que partiu das arquibancadas do estádio do Grêmio contagiando os jogadores em campo de tal maneira que, apesar do impulso, a precisão deu lugar à pressa tensa e inconsequente.

Ao mesmo tempo, o São Paulo soube se defender, embora não entrasse em campo com uma formação excessivamente defensiva. Ao contrário, porque, além do Quarteto, tinha ali no lugar do volante Denílson um meia, Maicon. Mas, na prática, o domínio, um tanto intempestivo, foi do Grêmio, que criou três excelentes chances no primeiro tempo – duas delas salvas pelos zagueiros em cima da risca.

E, logo no início do segundo tempo, numa das raras combinações exatas do ataque paulista, pênalti de Rhodolfo em Kardec, que Rogério Ceni converteu para chegar à vice-artilharia do seu time na temporada, no último ano da carreira desse extraordinário goleiro.

De resto, foi aquele sufoco gremista sobre a área tricolor, entremeado de tantas faltas quantas fossem possíveis de lado a lado, fato recorrente no jogo, desde o seu início, e, de hábito, no futebol brasileiro em geral.

Enquanto isso, no Maracanã, o Peixe, sob o comando de Robinho, vencia o Flamengo por 1 a 0 e passou a acalentar de novo a esperança de alcançar o bloco da Libertadores. Difícil, mas não impossível.

Gol de quem? De Robinho, claro, em jogada brilhante de Geuvânio, que partiu da direita, deu o drible da vaca no zagueiro e serviu o companheiro de bandeja para o chute fatal. E não foi só essa jogada de escol do menino da Vila, que parece ter mesmo voltado à forma que lhe deu breve fama no início do ano, antes de uma queda natural no caso de garotos que ascendem ao time titular de uma camisa de peso.

Bons ventos para Santos e São Paulo.

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