E lá vai a Raposa, cada vez mais distante de seus caçadores, que, um a um, vão se transformando em caça.
Desta vez, foi o Inter a bola da vez, aquele que aspirava se aproximar o suficiente do Cruzeiro pra entrar no duro na disputa pelo título brasileiro.
O placar foi de 2 a 1, mas não dá pra prever de quanto seria se William não tivesse chutado por cima aquele pênalti logo no início do segundo tempo. Pois, até então, durante todo o primeiro tempo, o Cruzeiro deitou e rolou sobre um Colorado preso de medo. Fez 2 a 0, com Marcelo Moreno e Marquinhos, o melhor em campo, diga-se, ao lado de Mayke, um lateral-direito que já merece um olhar mais generoso de Dunga.
Na sequência do erro de William, o Cruzeiro trepidou. E vacilar diante de Alex (mas, por que só entrou no segundo tempo?) é cortejar o perigo. Aliás, já antes do pênalti perdido, Alex protagonizara o lance mais lancinante da partida. Recebeu falta à entrada da área. E, em vez de partir para a cobrança, como de hábito, postou-se junto à barreira, onde recebeu a bola e girou para o gol, de surpresa. A bola repica entre Fábio e o poste, respinga na risca da meta e é salva na hora H pelo beque.
Depois do pênalti, Alex arrancou em direção à área inimiga e, de repente, disparou um torpedo no ângulo: 2 a 1.
Entretanto, o Cruzeiro, depois de leve vacilo, com as entradas de Nilton e Dagoberto, passou a controlar novamente o jogo e esteve a pique de marcar o terceiro, em duas pontadas perigosas com Marquinhos e Dagoberto.
Pelo andar da carruagem, só à bala tiram o título da Raposa.