Show da estupidez nacional

A CBF protagonizou um show midiático. com direito a discurso absurdo do chefe de arbitragem da entidade, pseudo patriótico em que até um parente seu que ganhou na mega-sena serve pra provar nosso valor. Vale a pena ler para desatar no riso.

(O engraçado, não fosse lamentável, neste país é que escrevi mediático, ali em cima, de média, em português, e o corretor automático corrigiu para mídia, que é média em inglês. Êta, gentinha colonizada…).

Por isso mesmo, o uruguaio Larrionda, na qualidade de instrutor de arbitragem da Fifa para a América do Sul, foi escalado para explicar o óbvio que a burrice nacional não conseguia entender. A turma não entendia nada, até que o presidente Marin acenasse para que o uruguaio falasse mais devagar.

E o que disse o magno instrutor, devagar e com todas as letras compreensíveis pra qualquer povo do mundo? Que nada mudou nessa questão que trata da bola na mão ou mão na bola. Continua valendo o que secularmente vale: marca-se, em quaisquer circunstâncias, a intenção de o jogador levar a mão ou o braço na bola. Com apenas um simples detalhe elucidativo: se o jogador abrir os braços antes, com a clara INTENÇÃO de diminuir o campo de ação do adversário.

Essa instrução, recomendação, orientação, o que queira o amigo, feita pela International Board é mais velha do que andar a pé, como venho repetindo aqui e em outros canais de comunicação desde que surgiram essas lambanças recentes.

A Fifa, por recomendação da IB, apenas reforçou esse princípio às vésperas da Copa do Mundo, e a estupidez nacional transformou em um bicho de sete cabeças, instruindo os nossos juízes a marcarem tudo quanto fosse bola na mão como mão na bola. Com o aval, diga-se, dos tais críticos de arbitragens  na tv, com as devidas exceções, claro. Os mesmos que o chefe de arbitragem da CBF, um tal de Sérgio qualquer coisa, eximiu da ignorância geral da imprensa, depois daquele seu discurso surreal.

Não há dúvida que nossa mídia, em geral, embarcou naquela canoa furada, assim como muitos dos críticos de arbitragens, ex-juízes de futebol, com as exceções de praxe. Mas, o responsável maior dessa encrenca toda foi, sem dúvida, o chefe de arbitragem da CBF, o Sérgio de tal, também ex-juiz e novo guia de mais um espetáculo patético da CBF.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *