Valdívia, Peixe e o vigia cego

Foto: Cesar Greco/Agência Palmeiras
Foto: Cesar Greco/Agência Palmeiras

Quando parecia que o Palmeiras, finalmente, escaparia da zona da morte, eis que o Figueira, em quatro minutos, despeja um caminhão de frustrações sobre o já tão sofrido palestrino das arquibancadas e do sofá.

E desta vez, nem Valdívia salvou a pátria verde.

Ao contrário: quando tinha o segundo gol a seus pés – aquele que poderia definir o placar até então de 1 a 0 para seu time -, em situação criada por ele mesmo, o chileno resolveu rebuscar a jogada, tocando para um companheiro.

O passe foi cortado, e o Figueira, logo em seguida, virou para 3 a 1, com dois gols de Clayton e um de Marcão, em três cruzamentos para a área verde.

Tá ruço!

Já o Peixe, no Pacaembu, passou bem pelo Goiás: 2 a 0, com um gol de cabeça de David Braz e outro de Giuvânio, em bela trama do ataque santista.

Isso, graças, sobretudo, à formação da equipe, sem Leandro Damião, o que lhe conferiu aquela leveza típica dos Meninos da Vila, principalmente quando partia velozmente para o contragolpe.

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Sem Leandro Damião, Santos mostrou a leveza típica dos Meninos da Vila

No entanto, isso não impediu a lambança da arbitragem num gol legítimo do Goiás que foi anulado. Incrível! Espie só o vigia, aquele árbitro de linha de fundo. Veja como ele está colocado direitinho, com plena visão do lance.

Pois, o tiro longo de Esquerdinha chocou-se com o travessão e quicou meio metro ou mais além da risca do gol. E o vigia não viu?

Na recarga, houve a conclusão de cabeça para as redes, mas aí o atacante estava impedido, o que foi assinalado pelo bandeira.

De qualquer forma, o Santos venceu e mereceu. Pelo menos isso.

 

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