
Foi um sábado de festival nas três principais Ligas da Europa, o que vale dizer, do planeta, já que por aqui se pratica um jogo parecido com o futebol, mas não exatamente: está mais rúgbi do que para o que um dia quiseram chamar de ludopédio.
Na Espanha, a artilharia do Real, que andava implacável nos últimos jogos, reduziu-se a 2 a 0 sobre o Villareal, com gols de Modric, um disparo de fora da área, e de Cristiano Ronaldo, claro, em assistência de Benzema que recebera lançamento primoroso de James Rodriguez. Explica-se: o Real não chegou a jogar bem. Apenas, cumpriu tabela.
Mas, se o Real foi econômico, seu principal rival, o Barça desembestou sobre o Granada: 6 a 0, com direito a três de Neymar – todos de puro oportunismo -, dois de Messi, que ultrapassou a marca de 400 gols na carreira, e um de Rakitic.
A goleada, claro, valeu. Mas, valeu mais ver o Barça em pleno resgate de seu estilo encantador de toque de bola, com mais de 70 por cento de posse de bola. Não é por menos. Afinal, Xavi, o arquiteto desse modelo, finalmente estava de volta à equipe.
Já na Alemanha, o Bayern, ainda sem Schweinsteiger, Ribéry e Thiago Alcântara (bem que o Mazinho podia mandar seu filho se recuperar num destes centros de excelência do Brasil, hein? Afinal, nesse campo ainda somos campeões do mundo), dominou o Colonia e merecia mais do que esses modestos 2 a 0, duas criações de Robben, como sempre, e executados por Muller e contra do zagueiro.
Curiosa foi a formação que Guardiola mandou a campo, com três laterais e apenas Boateng como zagueiro de fato. No correr da bola, Xabi Alonso acabou suprindo a ausência de um beque ali. Um tanto confuso, mas quando se tem Robben no time, tudo se arranja.
Mas, a festa completa ocorreu mesmo na Inglaterra, onde todos os grandes estiveram em ação. A começar pelo Liverpool, que, aos trancos e barrancos vencia por 1 a 0, com gol de falta de Gerrard, e acabou levando o empate do Everton aos 91 minutos, numa pancada do beque Jagielka no ângulo.
Mas, isso não é novidade no futebol inglês. Basta ver o que aconteceu no Emirates Stadium, onde o Arsenal massacrou o Tottenham do início ao fim, tomou um gol em falha de Flavini, e só foi chegar ao empate nos últimos minutos, com Chamberlain. Isso, porque o goleiro Lloris jogou por dois.
O oposto do que aconteceu com o Manchester United, que bateu o Hull, no Teatro dos Sonhos, por 2 a 1, mas a que custo, meu! Isso porque jogou mal, mais uma vez.
Quem, contudo, sobrou na rodada foi o Chelsea, que meteu 3 a 0 no Aston Villa sem correr grandes riscos. Graças aos três brasileiros em campo, autores de todos os gols dos azuis: Oscar, em passe de William; Diego Costa, de cabeça; e William, em bela jogada de Diego Costa na área adversária.
Ah, sim, o City também goleou: 4 a 2 no Hull. No entanto, passou aperto quando vencia por 2 a 0 e permitiu o empate em duas lambanças do beque Mangala, que meteu de cabeça contra e cometeu o pênalti convertido no empate.
Mas, no segundo tempo, Dzeko, que fizera um golaço no primeiro, e Lampard sossegaram o pito do Hull.
Assim, o domingo fica reservado todinho para o Brasileirão. Castigo.