No ar virtual, como bolhas de sabão

AFP
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Prepare a sua bagagem que vamos partir para um tour virtual pela Europa neste sábado.

Sobrevoando o Velho Continente, eis aquela luz forte e intermitente emitida de um certo ponto da Espanha, como sinais de um Código Morse, não formando palavras, mas números: 1, 2, 3…

Quando desembarcamos em La Coruña, o estupor já está impresso no placar: 8 a 2 para o Real sobre o Deportivo, que não é nenhum Zé Mané, diga-se. Isso mesmo: 8 a 2! O maior placar da história antiga dos confrontos entre esses dois tradicionais times espanhóis. Três de Cristiano Ronaldo, dois de Bale, um de Chicharito… ah, perdi a conta.

O fato é que esse Real, sem nenhum volante de ofício, depois de oscilações naturais, começa, pelo jeito, a tomar forma. Se pegar no breu, meu, sai de baixo!

Alçamos voo em direção ao Mar do Norte, onde os extremos da Alemanha se enfrentam, em outro clássico meio descompensado. Afinal, o Hamburgo faz péssimo início de temporada, enquanto o Bayern de Munique mantém a pose, mesmo com desfalques vitais, como Robben, Ribéry e Schweinsteiger.

E, apesar disso, o Bayern exerce aquela sua proverbial superioridade na posse de bola e na criação de jogadas mais agudas ao longo de toda a partida. Mas, o Hamburgo, determinado até a medula, resiste e ainda por cima dá estocadas ferinas no adversário ilustre, o que transforma esse 0 a 0 final em um jogo muito interessante de se ver.

Bem, está na hora de atravessarmos o canal em direção à Old Albion, que ainda ontem conseguiu manter sob o manto real a Escócia, em placar apertadíssimo.

Mas, o campo aqui é outro, e olhe lá o Arsenal, com aquele toque de bola encantador, agora arrematado pelo oportunismo de Welbeck, ex-United, metendo 3 a 0 no Aston Vila, fora de casa. Isso foi só no primeiro tempo, pois o segundo ficou cozinhando o galo.

E aquela chuva de bolhas de sabão, onde está caindo? Ora, no simpático estádio do West Ham, claro.

Que belo gesto, nestes tempos de tanta violência e preconceitos. Um jeito de expressar sua identidade, seu amor pelo clube do coração, com a singeleza da infância, da bola solidária e alegre dividida entre meninos e meninas sem ódios nem reservas, o berço, enfim, do próprio jogo.

E as bolhas de sabão vão saudando no ar o mágico momento do West Ham no gramado.

Logo de cara, 2 a 0 para os donos da casa, diante do poderoso Liverpool de Mário Balottelli e cia. E, olhe que jogando com autoridade, sem medo.

É verdade que um frio percorreu a espinha dos torcedores da casa quando Sterling acertou aquele petardo que reduziu o placar para 2 a 1, sugerindo o empate em seguida.

Que nada, o West Ham caiu numa retranca feroz e ainda deu-se ao luxo de, no finzinho, na sequência de uma falha da defesa adversária, Amalfitano ampliar, definindo o placar em 3 a 1.

Gostou do passeio? Então, valeu.

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