
O estupor da rodada da Liga dos Campeões da Europa foram as duas goleadas disparadas por Roma e Porto, de cinco e seis, respectivamente. Sobretudo, a da Roma, sobre o CSKA Moscou, um time mais qualificado no cenário europeu.
E a maior surpresa, sem dúvida, foi o empate por 1 a 1 do Chelsea, em casa, com o Schalke 04. Afinal, os azuis de Londres entraram nesta competição com justificáveis ares de sério candidato ao título, enquanto o Schalke sempre foi mero figurante.
Talvez, o resultado tivesse sido outro se Diego Costa e Oscar começassem jogando, nunca se sabe.
O que se sabe é que, nesta fase da temporada, em geral, os grandões da Europa preferem poupar alguns jogadores-chave do elenco. Como, por exemplo, o fez o Barça, que acabou vencendo por um placar magérrimo – 1 a 0, gol de cabeça de Piqué, em bola parada.
O mesmo placar de Munique, a favor do Bayern sobre o Manchester City; 1 a 0, gol também de zagueiro, Boateng, só que neste caso foi uma paulada de dentro da área, em bola pingando daqui pra lá.
A diferença é a de que se tratou de um confronto entre dois bambas do pedaço, os atuais campeões da Alemanha e da Inglaterra.
Mesmo assim, o Bayern chegou a poupar ninguém menos do que Robben, sem falar nos desfalques obrigatórios, tipo Schweinsteiger, Thiago Alcântara, Ribéry etc.Quando Robben entrou, pra lá da segunda metade da etapa final, incendiou a equipe.
O problema maior do Bayern, porém, foi sua formação de meio de campo, com Xabi Alonso, Lahm e Alaba. Ou seja: um meio de campo de boa técnica e movimentação, mas sem imaginação.
Alaba e Lahm rendem muito mais como laterais que são por estilo e vocação. E Xabi Alonso é aquele médio clássico de passe longo, o que quebra a obsessiva troca de passes dos times de Guardiola.
Assim, o Bayern, quando de posse da bola, forçava as jogadas, fosse pela velocidade de Alaba e Lahm, fosse pelos lançamentos de Alonso, que rebatiam na sólida defesa comandada por Kompany.
Apesar disso, os alemães tiveram dois gols feitos nos pés de Muller e mais dois nos de Lewandovisk, justamente os eméritos artilheiros da equipe.
Desconfio que Guardiola anda perdendo o rumo, pressionado por boa parte da mídia alemã e, sobretudo, da palavra real do Kaiser Beckenbauer, que andaram exigindo um time mais contundente, depois da queda na Liga dos Campeões passada.