Aidar versus Juju

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Sergio Barzaghi/Gazeta Press

A desavença entre o atual e o antigo presidente do São Paulo chegou ao clímax com a demissão de Juvenal Juvêncio da diretoria que cuida das bases em Cotia. Dizem até que, com troca de insultos entre ambos.

Pena que o motivo dessa briga seja mais pessoal do que funcional.

Segundo os colunistas de fofocas, o rompimento entre os dois se deu a partir de campanha que o coronel Juju teria desencadeado nas entranhas do clube contra a presença da filha de Aidar, que fora ou era agente de jogador de futebol. Aidar, então, viu-se obrigado a demitir a filha.

Bem, conheço Aidar desde quando ele era um jovem advogado, filho do grande presidente tricolor, Henry Aidar, escalado pelo presidente Toninho Galvão para o Departamento Jurídico do São Paulo.

Era um rapaz comedido, discreto, afável e competente a ponto de acabar virando presidente do clube. Nessa condição, colocou Juvenal como seu diretor de futebol, e o elegeu seu sucessor.

Como já falei aqui sobre a desastrosa gestão de Juvenal à época, dispenso maiores comentários. O fato é que foi um dos poucos, na história do clube, que não conseguiu se reeleger. E só ressurgiu há oito anos para rasgar o estatuto e mergulhar o São Paulo na vala comum dos clubes que eternizam seus caciques.

Por todos os desmandos cometidos nesta última gestão, ganhou do Conselho que ele articulou o direito a um busto no Morumbi, louvado seja Deus!

Diante de tal soma de impropriedades, cresceu a oposição num clube que a dispensava justamente pela rotativa que Juvenal quebrou.

Para manter um pé no clube, Juvenal, então, foi buscar Carlos Miguel Aidar, afastado do clube havia um quarto de século.

E o Carlos Miguel Aidar que ressurgiu, confesso, me surpreendeu. Falando pelos cotovelos, em alguns casos, passou do limite e teve que se desculpar. E essa história de empregar sua filha? Precisava? Não devia, por mais competente e íntegra que ela seja.

O São Paulo não é propriedade dos Natéis, Paes de Almeidas, Aidares, Jujus ou qualquer outra família que tenha, neste ou naquele momento de sua história, prestado inestimáveis serviços ao clube.

Portanto, as demissões tanto da filha de Aidar quanto de Juvenal Juvêncio são providenciais. Assim como cabe a Aidar, de imediato, resgatar o sistema altamente democrático que vigorava no clube antes de Juju e cia.

E que esse Conselho tenha vergonha na cara para aprovar essa salutar medida.

2 comentários

  1. PRECISAMOS MELHORAR O NÍVEL DOS DIRETORES DE FUTEBOL.CANDIDATOS MAIS COMPROMETIDOS COM O PRÓPRIO CLUBE.
    A CONSEQUÊNCIA SERÁ TERMOS MELHORES DIRETORES NA CBF ENFIM
    TEREMOS UMA SELEÇÃO BRASILEIRA VENCEDORA.
    HOJE, SÃO PAULO E CRUZEIRO FARIAM 7X1 NA SELEÇÃO BRASILEIRA
    DA COPA DO MUNDO.NÓS NÃO PERDEMOS POR FALTA DE BONS
    JOGADORES E SIM POR CONVOCAÇÕES QUE NÃO SE IMPORTARAM
    COM O FUTURO E SIM NO OBA, OBA É NO BRASIL E VAMOS GANHAR.

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