Neste fim de semana, o Brasileirão nos oferece atrações extras à beira do gramado: a estreia do técnico Enderson Moreira no Santos e o confronto de quatro técnicos de destaque no futebol brasileiro: Cristóvão Borges x Marcelo Oliveira e Luxa x Felipão.
Hoje à noite, na Vila, o Peixe recebe o lanterninha Vitória com promessas de um futebol ofensivo, como se não o fosse sob o comando de Oswaldo de Oliveira. Era, só que os gols não estavam saindo na mesma proporção do início da temporada. Mas, as chances foram criadas em quantidade suficiente para o Santos ter vencido algumas das partidas que terminaram em derrota ou empate.
A formação é praticamente a mesma, sem Robinho e com o volante Souza no lugar de Alison. E, sim, Leandro Damião, que entrava e saía do time de acordo com sua incapacidade de voltar a ser o artilheiro dos bons tempos de Inter.
Já no Maracanã, o encontro entre dois treinadores consagrados e polêmicos.
De um lado, Luxemburgo, que depois de longa ausência voltou à Gávea para tirar o Flamengo da rabeira e colocá-lo na bica de começar a sonhar com o G-4. Um prodígio!
De outro, Felipão, que, depois do fracasso histórico, monumental, na Copa do Mundo, vai tocando o barco no Grêmio, ganhando, perdendo e empatando, o que faz parte. Uma vitória sobre o Fla, esta noite, porém, pode muito bem aliviar o clima pesado no seu clube pelos últimos acontecimentos e recolocá-lo na trilha da zona da Libertadores. Jogo pra mais de metro.
Amanhã, nesse mesmo Maracanã, teremos o confronto dos dois técnicos mais lúcidos do país: Cristóvão Borges e Marcelo Oliveira, com sinais trocados. Enquanto Marcelo é reverenciado na Toca da Raposa com todos os méritos de um treinador campeão mineiro, brasileiro e atual líder com folga do Brasileirão, Cristóvão enfrenta uma crise que ronda as Laranjeiras, ameaçando-o pela estupidez típica dos cartolas que não perdoam o fato de ter sido desclassificado, em seguida, da Copa do Brasil e da Sul-Americana.
A vantagem de Cristóvão é jogar em casa, com seu time praticamente completo, a não ser a ausência forçada de Sobis, e encarar um Cruzeiro sem seus dois principais jogadores que estão a serviço da Seleção – o armador Everton Ribeiro e o artilheiro Ricardo Goulart.
Sucede que o Cruzeiro tem se revelado um time capaz de superar ausências, inclusive as mais nobres, o que aumenta a cotação do técnico Marcelo Oliveira, pois o elenco, se puxarmos sua folha corrida, não sugeriria desempenho tão superior como o é na prática.
Portanto… Portanto, nada. Apenas a expectativa de um bom jogo de futebol.