Chama o Neymar!

Mowa Press
Mowa Press

E, já aos 37 minutos do segundo tempo, quando a coisa ainda estava ensebada, chama o Neymar. Na cobrança de falta que não houve, pois a bola havia resvalado no braço do colombiano estendido ao longo do corpo, Neymar meteu a bola na forquilha.

Um a zero e foi tudo. Quer dizer: quase tudo, pois vale dizer que, se não foi uma exibição de gala do Brasil, nossa Seleção fez um jogo aceitável diante de um adversário categorizado, com James Rodriguez e cia., embora Falcão Garcia só entrasse no fim, juntamente com Robinho.

Claro que o Brasil se beneficiou da expulsão de Quadrado logo no comecinho do segundo tempo – outro feito de Neymar, diga-se, pois as duas faltas que levaram o colombiano ao chuveiro foram praticadas sobre o nosso novo capitão, e, disparado, o melhor do nosso time.

Aí se revelou, mais uma vez, o medo de se expor que trava o nosso futebol em geral. Refiro-me a essa praga, verdadeiro dogma, dos dois volantes. Pra quê, ainda mais com onze contra dez?

Bem, neste caso específico, sacar um dos volantes para dar lugar a outro meia ou atacante exigiria muita personalidade do técnico, já que os dois volantes em campo – Fernandinho e Elias – haviam acabado de entrar nos lugares de Luiz Gustavo e Ramires.

Alteração, aliás, que não alterou nada substancialmente, pois não basta você ter dois volantes que saibam sair para o jogo, pois, eles sabem sair para o jogo, mas não sabem armar.

Quem sabe armar é o meia. E, no banco, havia dois disponíveis – Everton Ribeiro e P. Coutinho -, que entraram mais tarde, nos lugares dos outros dois: Oscar e William, que também não produziam o suficiente.

Mas, exigir tão profunda mudança na maneira de pensar de técnico brasileiro atual é demais.

Já foi um avanço, ditado pelas circunstâncias, a presença de Tardelli em vez de um centroavantão de ofício lá na frente. E Tardelli fez bem seu papel, movimentado-se muito, participando das trocas de bola e tal e cousa e lousa e maripousa.

Meno male.

2 comentários

  1. Pra mim esse jogo e o que o gato enterra vale o mesmo. O próprio Dunga e mais recentemente o Felipão foram muito bem em amistosos, Copa América, Copa das Confederações, etc… E na Copa? Se ferraram.

    Neymar vai ser o novo Zico, podem anotar. Não adianta ter só um craque se os demais se omitirem.

    Quero ver na Copa. Ela sim separa sonhos de realidade. Ganhou de um time inexpressivo, que evoluiu muito, mas longe de ser uma potência do futebol.

    Uma partida sem nenhum valor.

  2. Ola Helena, sou muito seu fã, pois bem, o Brasil não evoluiu e nem vai evoluir. vc nota que quando um jogador esta com a bola, os meis ficam olhando, eles ficam esperando o companheiro q ta com a bola resolver, fazer alguma coisa, ao invés de se posicionar melhor, coisa que a alemanha muito esperta faz, movimentação sem a bola, tem q ser agressivo, pegou a bola todo mundo tem q saber se movimentar em volta de quem esta com a bola e não ficar esperando que o jogador que esta com a bola resolva, tem que aparecer, dar varias oportunidades de passe para o jogador que esta com a bola. não os jogadores do Brasil parecem preguiçosos, jogam meio devagar não procura um melhor posicionamento, principalmente sem a bola, e isso o dunga nao vai concertar, eles não são objetivos, parece o flamengo, troca passes sem objetividade nenhuma, tem q ser agressivo, e se posicionar melhor sem a bola procurar um espaço, uma tabela, enfim, nosso futebol esta falindo. precisa-se urgente de pessoas ousadas, sei la….Até mais, Fortes de Itaquera

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *