Pena branda para tal crime

 

A punição severa ao Grêmio está dando o que falar. Aliás, fala-se muito e age-se pouco neste país da impunidade, como bem disse Oswaldo Oliveira a respeito do episódio de racismo no campo do Grêmio (nego-me a chamar estádio de futebol de arena, com todo respeito), e que foi mal interpretado por muita gente.

Se a pena é excessiva ou não é razão pra debates. Se o clube deve arcar com os crimes praticados (racismo no Brasil é crime) por seus torcedores é outra questão. Por fim, vale discutir a procedência desses tribunais esportivos que se espalham pelo Brasil afora.

O fato é que houve mesmo, comprovadamente, atos de racismo e, segundo o STJD, entidade legalmente constituída, a pena aplicada está explicitada no código de leis esportivas vigentes no país. Logo, cumpra-se a lei.

Claro, sempre haverá espaço para recursos, e o Grêmio deve buscar o que ele julga ser seu direito pelas vias legais que lhe sobrarem até a última instância.

Quanto à validade dos tais tribunais esportivos, lembro um almoço com o atual ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, então, apenas deputado federal que elaborava projeto de lei para os esportes. Isso foi há uns dez anos, mais ou menos.

Consultado a respeito, disse-lhe à época que o melhor seria acabar com os tribunais, suas mordomias e toda essa parafernália jurídica, substituindo-os por uma comissão disciplinar, baseada num código de penas, claro, conciso, sem subterfúgios que listasse todas as situações de irregularidades possíveis e imagináveis num jogo de futebol.

Para cada situação, a pena correspondente, sem tergiversações. E que se diferenciassem erros administrativos de irregularidades cometidas em campo. Para erros burocráticos, penas burocráticas, tipo multas etc. Para erros esportivos, penas esportivas – perda de pontos, suspensões de jogadores, técnicos etc.

É assim nas grandes e tradicionais democracias europeias, e funciona muito bem.

Isto posto, vamos ao caso presente.

Não há presidente de clube de futebol no Brasil que perca a chance de sempre repetir o mesmo mantra: “A torcida é o nosso maior patrimônio!”

Portanto, nada mais justo que o clube responda pelo seu patrimônio, em todas as instâncias. O que significa também que é dever de ofício desse presidente buscar na justiça o ressarcimento dos prejuízos aos cofres do clube provocados por essa mesma torcida.

O Grêmio está fazendo isso?

Não é o que transparece nas palavras do seu diretor, para quem tudo não passou de encenação do goleiro Aranha.

Por fim, quanto à dimensão da pena aplicada, depois de meditar muito a respeito, cheguei à conclusão de que foi até branda demais para o tamanho da monstruosidade cometida.

11 comentários

  1. Não é de hoje que clube patrocinam torcidas organizadas. Não foi o caso, desta vez, mas foi a torcida do Grêmio.

    Quando mais punições assim se tornarem comum, e a torcida ficar chupando dedo vendo o time sair da competição expulso, eles pensarão 10 vezes antes de cometerem as barbaridades que cometem dentro e fora dos estádios.

    O clube adora ter a torcida que tem, então, que também a torcida tenha consciência de que se ficar baderna, seu tinha será punido.

    Foi um grande passo para a paz nos estádios, acreditem nisto.

  2. Concordo quando diz que a pena foi branda, uma vez que, essa mesma torcida já foi denunciada neste mesmo ano no estadual por este mesmo fato, na minha opinião os clubes que tiverem suas torcidas cometendo crimes – (racismo é crime inafiançável no Brasil) -, deveriam ser banidos como ocorreu com os clubes ingleses na tragédia de Heysel e, seus “torcedores” comprovadamente identificados punidos de acordo com as leis, quem sabe assim, as AGREMIAÇÕES ESPORTIVAS tomem atitudes severas com relação aos delinquentes que se dizem torcedores.

  3. Acho interessante certos comentários da imprensa de São Paulo, onde moro hoje. Generalizam a torcida do Grêmio como RACISTA, então devo chamar a corinthiana de ASSASSINA? Qual foi a punição para o clube? Defendeu os assassinos e os libertou da cadeia na Bolívia, vieram para SP e imediatamente começaram a fazer tudo de novo no Brasil. Cadê o STJD com os atos repetidos por esta torcida? Só pode haver uma explicação: Não são do sul do brasil!

    1. ENGRAÇADO VOCE SE POSTA COMO ANT-CORINTHIANO, POIS CITA A DO CORINTHINAS, QUANTAS PESSOAS A TORCIDA DO PALMEIRAS, SÃO PAULO E SANTOS ETC.. JA MATARAM, ISTO QUE PRECISA ACABAR SEMPRE SE COLOCAM CONTRA UM TIME E PROTEGENDO TEU TE TIME, TODOS SÃO IGUAIS, TORCIDAS UNIFORMIZADAS DEVEM SER BANIDAS E MAL ELEMENTOS PROIBIDOS DE ENTRAREM EM ESTADIOS E PONTO FINAL

    2. Então o senhor jurista já julgou e condenou o (s) autor (es) do crime cometido na Bolívia? Houve sim a confissão de um menor no Brasil que teria disparado o artefato, porém ninguém quis acreditar querendo à força imputar culpa não provada em cima de doze cidadãos chamando-os de assassinos e que foram presos indiscriminadamente tanto que foram liberados sem culpa formada e nem provada. Então por extensão todos as torcedores de diversos clubes são compostos de assassinos, pelas várias mortes causadas nos estádios brasileiros e a maioria sem punição alguma. Discordo também chamar toda a torcida gremista de racista que é uma generalização indevida, como fazem diuturnamente com os torcedores corintianos que não pertencem as organizadas que constituem uma minoria e assim mesmo apenas alguns e não todos os seus componentes, no que também existe uma discriminação e generalização indevidas.

  4. Oi Helena,

    Seguinte, eu já escrevi aqui pra você falando que sofro preconceito racial por ser descendente de japoneses (a uns 4 posts atrás). Você talvez lembre de mim, até respondeu.

    Dito isso, posso falar com propriedade sobre sofrer com o racismo. Portanto, vou dar a minha opinião pessoal sobre esse caso.

    Acho ridículo o que estão fazendo com aquela menina. Estão destruindo a vida dela por um erro infantil, um ato impensado quando ela estava em um momento de nervosismo.
    Um ato patético dela, sim. E só.

    Acredito que o Sr. Aranha, no alto de seus milhões de reais que já ganhou, sofre menos discriminação do que eu, ela ou até você, Helena.

    Acho que aquela menina deveria sofrer uma punição proporcional e que não cause prejuízos ao Estado (exemplo: cadeia), além de, possivelmente se condenada à prisão poderá sofrer retaliações lá dentro. Em resumo, seria condenada à morte. Acredito que isso é um absurdo.

    A pena que eu acho que ela deveria ser submetida é trabalho comunitário. Com isso ela é penalizada ajudando a sociedade. Todos ganham. E tenho certeza de que ela – que não penso ser racista de verdade – vai também aprender com tudo isso de maneira digna.

    Essa é só a opinião de um santista descendente de japoneses e que teria motivos futebolísticos e sociais para criticar essa menina, mas como ser humano acho que já foram longe demais com ela.

    Abraço.

  5. Há pouco tempo uma política espanhola fêz o seguinte comentário,:-
    “Os tribunais necessitam de magistrados e não políticos”,fazendo referência às decisões
    brandas e tendenciosas de alguns julgamentos (ah!ah!ah! Señora,venga para Brasil!)
    Nosso código penal está desatualizado e a violência é crônica no país inteiro,
    de maneira que os atos de vandalismos praticados pelas torcidas passam a ser inseridos
    no contexto da sociedade como fatos do cotidiano,e governo entra e governo sai e ninguém tem coragem de enfrentar o problema de frente e mudar as leis.
    Dirigentes de futebol têm cordões umbilicais com torcidas e estão cientes do perfil de
    gente que as compõem.
    Neste cenário,os tribunais são marionetes que repetem e repetem os mesmos shows,
    e a resignação da sociedade prolonga e aumenta este caos,e toda a agonía e frustração
    se concentram em temas como o do racismo,que proporciona ao judiciário uma ótima
    oportunidade de aplicar as leis como manda o figurino e ficar bem na fita,mesmo que
    às vêzes tenham que matar uma môsca com um tiro de canhão.

  6. Pena branda? Na realidade isso aí foi uma frescura, isso sim. Quer saber mesmo o que é pena branda? Que tal a dos mensaleiros? Criminosos hediondos, vermes da pior espécie, aquilo nem foi pena, foi uma leve pluma, uma penugem de passarinho dos mais miúdos. E estão em liberdade os piores, como o terrorista, esquartejador, torturador, assassino, K gão e corruPTo genoíno.

    E que pena se deveria dar aos meretrícios do câncer maligno e maldito conhecido por $tf? Fuzilamento, no mínimo, porque esses são os piores criminosos que existem, são víboras peçonhentas, parasitas, milionários, que desonram a profissão e cometem perjúrio todos os dias. E racismo?

    Que racismo? Isso é uma grande bobagem!

    O cara, aranha, é um morcego, tem nome de inseto, é frangueiro, nem liga mais quando o chamam de veado, não tem raça nenhuma e fica de dodoizinho de bicha porque chamaram de macaco, devido às macaquices que estava fazendo.

    Ainda falam em racismo, coisa mais fora de propósito nessa terra de vira latas, de gado refugo, sem raça, sem valor, taí a víbora pestilenta marina que não me deixa mentir.

    Sou santista e estou enojado desse goleiro mão de alface, fresco e frouxo.

    Ganha uma fortuna e em vez de jogar a bolinha murcha dele fica de nhé nhé nhé com a torcida e agora fazem esse escândalo, repórteres travecos e sem qualquer profissionalismo.

    Se prestasse mais atenção ao jogo o time não estaria firme no rumo da série B e nem ouviria o que a torcida fala e que nada tem a ver com racismo.

    Vão reclamar de racismo lá com os cotistas negros, bichas, bugres, acéfalos, etc.

    Mas enquanto isso o gado refugo e sem raça segue acreditando que a víbora pestilenta marina é a virgem das dores que salvará essa republiqueta de vira latas tão adeptos de racismo.

  7. Pra mim isso tudo não passa de uma grande hipocrisia. Um grito ou palavrão ainda que de teor ofensivo, proferido por uma torcida em um estádio de futebol não tem o poder de ofender a dignidade e a honra de ninguém. Não me venham falar em racismo, porque torcidas usam outras expressões de cunho social ou folclórico e não só racistas, todas com teor ofensivo, mas difusas, ou seja de torcida contra torcida ou de torcida contra atletas adversários. Um jogador que durante o decorrer de um jogo se ofende com grito da torcida adversária precisa de tratamento psicológico. Não está apto a disputar uma partida de futebol profissional em um estádio lotado. E mais, se não fosse a televisão, o Aranha nunca saberia quem é aquela garota e nunca teria ouvido o grito dela. Se a suposta vítima sequer ouviu a suposta ofensa, não pode haver crime. A prevalecer essas teorias que vêm sendo difundidas pelas redes sociais e pelos “politicamente corretos” de plantão, daqui a pouco as partidas de futebol terão que ser realizadas sem torcida, somente transmitidas pela televisão para que nenhum grito das torcidas venha melindrar esses rapazes tão sensíveis.

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