
Então, foi um apagão que obscureceu a Alemanha campeã do mundo diante da Argentina, no amistoso em que chegou a estar perdendo por 4 a 0, no início do segundo tempo?
Bem, se o amigo quiser dar um nome a esse apagão, a exemplo do que fazem os ianques com seus furacões, pode chamá-lo de Apagão Di Maria.
Sim, porque o craque acabou com o jogo em Dusseldorf, com três assistências e um golaço com cavadinha, bem ao seu estilo.
Mas, se preferir virar o foco para os alemães, cabe denominar esse apagão como Mário Gomes, o artilheiro, aquele tipo que só sabe empurrar a bola para as redes, que desperdiçou três chances claríssimas, cara a cara com o goleiro, duas delas quando o placar estava no zero.
Além do mais, a Alemanha deste amistoso não era nem sombra daquela que levantou a taça no Brasil. A linha de defesa toda, de lateral a lateral, foi alterada, e do meio de campo pra frente faltavam Khedira, Schweinsteiger, Mário Götz e Muller (estes dois entraram na segunda metade da etapa final e participaram ativamente do sufoco que os alemães aplicaram sobre os argentinos, reduzindo para 4 a 2 o placar, com direito a bola no poste de Reus, de quebra).
Ah, mas a Argentina, em contrapartida, não tinha simplesmente Messi, que vale por meio time. É verdade. Mas, tinha Di Maria, que, na Copa, diga-se, jogou mais do que Messi e todos os demais que estavam lá, menos Robben.