Robinho: o menino e a bola

Reprodução/Santos TV
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Robinho desembarcou na Vila, assinou contrato, deu entrevista anunciando que pretende pendurar as chuteiras no time que o revelou para o mundo e pediu pra jogar já o clássico com o Corinthians, neste fim de semana.

Seria um golpe de marketing fabuloso esse, sobretudo porque ninguém esquece aquelas pedaladas fatais que ele deu diante do zagueiro Rogério, em jogo decisivo, tempos atrás. Mas, não ficaria só nisso, imagino, pois Robinho, ao lado dessa molecada, mais os já rodados Arouca e Thiago Ribeiro, haverá de elevar o padrão de jogo do Santos a um nível de excelência capaz de fazer bonito no feio Brasileirão.

Como o fez quando se surgiu na Vila e refez quando voltou em 2010 para integrar o time que, durante seis meses, praticou o futebol mais vistoso e eficiente do Brasil nas últimas duas décadas, pelo menos. ao lado de Neymar, Ganso e cia.

Ah, mas não joga no Milan há sei lá quanto tempo, logo, deve estar fora de forma, sem ritmo de jogo etc. É verdade. É muito provável que nã0 resista 90 minutos, naquela sua velocidade habitual, mesmo já trintão. Mas, Robinho é aquela velha história do menino e a bola, que, num momento mágico, passam a ser um só.

O diabo, no caso de sua eventual reestreia diante do Corinthians, é passar pelo crivo moroso e trapalhão de toda essa burocracia da CBF, onde ninguém é de ferro pra tabalhar oito horas por dia, como qualquer cidadão deste país, e ter um plantão nos fins de semana, que é quando o futebol rola por esse Brasil afora.

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