
Está prevista para esta terça-feira a votação da Lei de Responsabilidade Fiscal, ferramenta legal idealizada a princípio para ordenar e enquadrar, entre outras, as gestões dos clubes de futebol, devedores eternos ao Fisco (leia-se nós, eu e você, amigo, contribuintes, amantes ou não do esporte).
O diabo é que os presidentes dos clubes só pensam naquilo: refinanciamento da sua dívida monstruosa que remonta a tempos imemoriais. Para tanto, colocaram em campo a chamada Bancada da Bola, um grupo heterogêneo de parlamentares, distribuídos em vários partidos, que possuem ligações diretas ou indiretas com o futebol.
Isto é: responsabilizar os cartolas incompetentes e imprudentes, para dizer o mínimo, neca de pitibiribas! O negocio é empurrar com a barriga a dívida e que, se tudo der certo, os astros se conjugarem nos céus, e o sertão virar mar, num futuro distante, teremos nosso dinheirinho de volta aos cofres públicos. (O que não quiser dizer que voltará necessariamente em forma de benefícios eficazes ao nosso dia a dia, como todos sabemos de cor e salteado, diga-se).
Essa tal lei até pode contemplar uma fórmula razoável de pagamento das dívidas que se acumularam todos estes anos, já que a maioria dos grandes clubes brasileiros se dizem em situação de inadimplência. Mas, terá de haver uma contrapartida firme por parte do governo no estabelecimento de regras rígidas e de fiscalização acurada sobre a maneira de se gerir o futebol neste país. Governo, como diz a própria palavra, existe pra isso mesmo: governar, ordenar, estabelecer parâmetros e medidas para todos.
Punir os irresponsáveis devidamente, seja na área administrativa, com sequestro de seus bens próprios, seja na esportiva, com perdas de pontos e até rebaixamento de divisões nos campeonatos.
E que isso tudo esteja devidamente expresso num texto claro e sem os habituais subterfúgios que permitem aos réus deste país viverem menos do que o tempo das resoluções finais nesses nossos tantos e tão m0rosos tribunais.
É pedir demais, né?
Que o governo apure todas as dívidas de todos os clubes, principalmente dos grandes e confisque 50% da cotas de TV… De resto, que se moralize os salários de todos empregados do clube, tanto jogadores como comissão técnica. Que sobrevivam da bilheteria, patrocínios comerciais, aluguéis de estádios para eventos, etc, mais o que sobrar das cotas de TV. É um absurdo, que chega a ser afronta a todos os trabalhadores, o que se paga para qualquer atleta mediano. Um dia chegaria a isso! E chegou………….