Iguais só no placar de 1 a 1

Foto: Sergio Barzaghi/gazeta Press
Raça, empenho e boas jogadas individuais não faltaram a Pato, que pecou apenas nas finalizações

Cruzeiro e São Paulo, os dois favoritos desta noite de sábado, não foram além do empate por 1 a 1, com Botafogo e Criciúma, respectivamente.  Com uma diferença significativa entre os dois na maneira como o placar foi construído no Maracanã e no Morumbi.

Num Morumbi com mais de 40 mil torcedores, a maioria na esperança de ver o talento de Kaká ausente, o grito corrente nas arquibancadas era um só: raça! raça! raça!. Incoerência? Ora, ora, pedir coerência ao torcedor de futebol é o mesmo que esperar surpreender  cobra fumando de piteira em plena avenida São João.

Mesmo porque o que não faltou ao Tricolor diante do Criciúma foi raça, desde o apito inicial até o final. Raça demais, que esbarrou na pressa e afobação, marcas contraditórias desse São Paulo que pretende adotar o toque de bola como base de seu jogo. E assim, no primeiro tempo, criou e desperdiçou várias chances, por pura precipitação, quando não por intervenções providenciais do goleiro Luís.

No segundo tempo, o uruguaio Álvaro Pereira ofereceu raça à torcida em dose tripla, ao sair  do maca para tomar a bola na marra de um adversário e dar partida ao contragolpe que resultaria no gol de Alan Kardec. Isso, claro, no fim das contas, propiciado pelo passe genial de Ganso, que não é nenhum deus da raça, mas sabe jogar futebol como poucos.

Assim como raça, empenho e boas jogadas individuais não faltaram a Pato, que pecou apenas nas finalizações. Mas, estava bem, mexendo-se muito, entendendo-se novamente com Ganso… Eis senão quando, Muricy resolve sacar Pato e colocar Ademílson em seu lugar. Logo em seguida, bola alçada na área do São Paulo, Rogério Ceni rebate no susto e Souza, sozinho, empata o jogo.

Neste caso, não foi ausência de raça, mas, sim, um já crônico defeito do sistema defensivo tricolor. Basta levantar a bola na sua área que é aquele perereco, com dois, três ou quantos zagueiros sejam escalados.

A partir daí, faltou nervos para o Tricolor reagir, isso, sim.

Já ao Cruzeiro faltou um pouquinho de sorte para virar o jogo contra o Botafogo, fera ferida, no Marcanã.

Como de hábito em quase todos os seus primeiros tempos, a Raposa vinha controlando o jogo, quando Edílson, jogando pelo meio, depois de dois petardos salvos por Fábio, em cobrança de faltas, de cabeça, se aproveitou do escorregão do goleiro e abriu a contagem.

O Cruzeiro não se deu por achado, e seguiu no seu toque de bola, que virou puro sufoco na etapa final. Pressionou, meteu bola na trave, empatou com o zagueiro Léo e forçou, em vão, o quanto pôde. Acontece.

Empate que quebra a série de vitórias, mas não enverga esse Cruzeiro, líder, com folga.

Foto: Vitor Silva/SSPress
Foto: Vitor Silva/SSPress

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