
Avanti, Palestra! E o Palmeiras, de camisa azul em reverência ao Palestra dos primeiros tempos que se vestia honrando as cores da Casa Real de Sabóia, foi avante e bateu a Fiorentina, pela Copa Euroamericana, por 2 a 1, na estreia de mais um argentino – Alione, que se mexeu muito mas produziu pouco. E festejou com um bom vinho toscano a conquista do Troféu Julinho Botelho, eterno herói dos dois litigantes da noite ítalo-brasiliana no Pacaembu.
Julinho Botelho… Poderia escrever um livro sobre esse craque extraordinário que vi jogar desde seu início no Moleque Travesso de onde foi para a Lusa, a Seleção Brasileira, eleito o melhor ponta-direita da Copa de 54, Fiorentina e Palmeiras, na volta ao Brasil.
Mas, pra quem não teve a graça de vê-lo jogar, vou resumir. Sabe o Cristiano Ronaldo? Pois Julinho foi Cristiano Ronaldo escarrado. Em dobro. E de alma trajada de tanta discrição que os italianos o chamavam de Senhor Tristeza.

O diabo é que nem o Palmeiras desta noite lembra vagamente a Academia à qual Julinho pertenceu, nem a Fiorentina chega aos pés daquele timaço campeão italiano de 55/56.
Mas, o jogo até que foi legal, bem movimentado para dois times muito descaracterizados, algo típico em disputas como essa.
O Verdão mal começou a ser moldado pelo técnico Gareca e a Viola ainda está em fase de pré-temporada.
De qualquer forma, o resultado de 2 a 1, mais a boa movimentação da equipe, servem, sobretudo, para animar um pouco a torcida e o elenco na busca pela reabilitação no Brasileirão.
Alberto Helena. Eu vi Julinho jogar desde a Portuguesa. Acompanhei sua história na Europa e sempre sonhava que um dia ele viria jogar no Palmeiras e veio. Acredite tenho mais de setenta anos e é meu ídolo maior. Lembro dua tristeza dela na copa de 1954 mesmo sendo apontado como o maior ponta direita daquele mundial. O Julinho que calou o Maracanã naquele 13 de maio de 1959. Julinho que só deu alegrias ao Palmeiras desde sua chegada em 1958 até 1967.
Lembro do jogo do primeiro turno de 1958 contra o Corinthians. Sete anos sem ganhar do rival, naquela noite Julinho foi maior ainda. Fez uma partida maravilhosa dando um trabalho danado ao Oreco que não conseguiu pará-lo nem na porrada. Voltou ao jogo na segundo tempo depois de 10 minutos foi ovação do estádio inteiro. Fez misérias e no final do jogo a torcida adentrou ao gramado levando nosso Julinho nos ombros. Saudades daqueles tempos onde os jogadores tinham amor a profissão e Julinho tinha caráter ímpar.
Dever ter sido muito bom ter visto Botelho jogar. Ví alguns lances (poucos) dele e realmente ele era um grande jogador. Sobretudo o que deixa saudades ainda em alguns torcedores da Viola, mais antigos, é a humildade aliada ao ótimo futebol que praticava.
Pena que os tempos são outros para o Palmeiras e para a Fiorentina, ou melhor, para o futebol brasileiro e italiano, que já não dispõe mais de craques como Botelho.
Realmente hoje o futebol não apresenta mais aqueles ponteiros ( direito esquerdo) que eram verdadeiras sensações, Julinho Botelho, Claudio C. Pinho, Canhoteiro, Maurinho e tantos outros que nos enchiam os olhos, o futebol era ofensivo, hoje só se falam de sistema tático e jogar com 3 volantes, povoar o meio de campo, atacantes marcando laterais, enfim é um futebol chato de se ver!
E dizer que eu pensava que esse comentarista seria são paulino pelos trejeitos com as mãos. “Verdão”? Olha, isso está mais pra marronzão porque já morreu faz tempo. Por que não conversa com o chefe do bando e devolve a câmera roubada do Esporte Interativo?
Cuidado meu amigo. Inveja amarga reflete no coração como uma pessoa rancorosa e azeda.
Que tal você palpitar em outro blog então!
AVANTI!