A volta de Felipão

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press
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Como se esperava, Felipão acertou sua volta ao Grêmio, clube que o projetou para o cenário internacional e onde obteve várias conquistas, dentre as quais, uma Copa Libertadores da América.

Há quem considere prematura essa volta, que Felipão deveria tirar um tempo para se reciclar, rever seus conceitos, essas coisas todas. Ora, Felipão nunca foi dessas sutilezas, e não seria agora, já sessentão, que mudaria o curso de sua vida. Teve toda chance do mundo para fazê-lo quando dirigia a Seleção de Portugal e, depois, o Chelsea. No futebol inglês, estava no epicentro das grandes mudanças, e não aproveitou.

Na verdade, o Grêmio é o recanto perfeito para Felipão tentar dar a volta por cima no tremendo fracasso colhido no comando da Seleção Brasileira ainda outro dia.

Não só porque estará em casa, onde é idolatrado pela torcida e pela diretoria, como também porque receberá um elenco muito interessante do meio de campo pra frente, com Dudu, o menino Luan, Barcos, Giuliano e Fernandinho, sem contar o veterano curinga Zé Roberto. Terá, sim, problemas para arrumar a casinha lá atrás, mas essa era a sua especialidade até outro dia.

Não gosto da maneira de pensar e agir de Felipão, assim como da forma com que vê o futebol e arma seus times. Isso venho dizendo desde quando surgiu como grande vencedor nesse mesmo Grêmio, e não deixaria de dizê-lo quando se transformou no maior perdedor da historia do Brasil.

Mas, desejo-lhe boa sorte nessa nova empreitada, em respeito ao Grêmio, seus jogadores e sua torcida. E, sobretudo, ao ser humano, pois, embora em campos opostos, somos todos semelhantes, para o bem ou para o mal.

Foto: Gazeta Press
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4 comentários

  1. Vamos esperar e ver o raio cair no mesmo lugar de novo, ou colocar o ovo do Colombo em pe! Como dizia o grande filosofo Chacrinha: nada se cria, tudo se copia! Felipao representa o pior do que se ocorre no futebol professional brasileiro, perguntem se o Palmeiras vai querer ele de volta!

  2. O bom da democracia, de viver num país livre, é que até mesmo um Alberto Helena Júnior da vida pode fazer críticas a um cara como o Felipão, que dirigiu a seleção brasileira, sim, no maior fiasco de sua história, mas não entrou em campo, não furou em bola e nem a entregou na boca do gol ao adversário (como o Fernandinho), não borboleteou pelo lado errado da zaga, lado em que não foi escalado (David Luiz), etc. Ele matou no peito, disse que a culpa era só dele, e todo mundo, pasmem, acreditou! Pior; vem um cara desses rasgar a biografia de um cara que já ganhou Libertadores por dois clubes diferentes, é idolatrado em Portugal, onde conseguiu os maiores resultados da história daquele país no futebol, foi campeão onde passou. Aliás, estamos legando somente a ele a derrota nesta Copa? Pois então leguemos todo o mérito pelo Penta, quando pegou um arremedo de seleção, em vias de amargar o primeiro alijamento em copas, acreditou num Ronaldo desacreditado, tido como ex-jogador, nos possibilitando gargantear que “só o Brasil é Penta”! De tudo que ele disputou, não ganhou mundial de clubes e Eurocopa; em ambos foi vice. Ano passado os deu uma Copa das Confederações de goleada em cima da até então imbatível Espanha, que na época era campeã mundial e bi européia. Mas todo mundo esqueceu, porque, afinal, “a culpa é toda dele, ele está defasado, não sabe nada”.
    O cara é um vencedor com pedigree e os jornalistas podem até criticá-lo, mas ninguém tem direito de perseguí-lo.
    Este ano ele iniciará um trabalho, sério, como de costume. O próximo ano voltará a provar o que já se sabe…

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