
Ronaldinho sai do Galo para entrar na história do clube, parodiando o bilhete suicida de Getúlio Vargas. Afinal, o craque teve participação decisiva na maior conquista internacional da vida gloriosa do Atlético Mineiro, o título de campeão da Libertadores da América, isso é indiscutível.
Sim, foi um breve período. Mas, essa tem sido a sina do craque ao longo de sua carreira que começa a definhar. Surgiu como um espanto, ainda garoto, no Grêmio, de onde saiu odiado pela torcida porque foi de graça para o PSG. A mesma torcida que o receberia de braços abertos na sua volta ao Brasil, um abraço que ficou no ar, pois Ronaldinho preferiu o Flamengo.
Na França, alternou bons e maus momentos, sem chegar a ser titular absoluto, até que o Barça se rendesse à sua inventividade sem limites, seus dribles desconcertantes, suas arrancadas incontidas pela esquerda, sua batida na bola cheia de veneno e surpresas. Ali, Ronaldinh0 não só foi eleito por duas vezes o melhor jogador de futebol do mundo como ganhou um nicho na galeria dos mais extraordinários craques de todos os tempos.
Depois de tantos títulos, ao atingir a marca fatal dos 30 anos, declinou a ponto de voltar ao Brasil. No Flamengo, recebido como um astro incandescente, teve um bom período para novamente se apagar. Tanto que sua ida para o Galo foi discreta e pontilhada de incertezas.
Em Belo Horizonte, renasceu, talvez animado pelo nome da cidade mineira: afinal, lá no belo horizonte de seus sonhos brilhasse uma vaga na Seleção Brasileira que disputaria a Copa do Mundo, aqui.
O fato é que a Seleção sempre foi o calcanhar de Aquiles de Ronaldinho. Explodiu na estreia contra a Venezuela, lá atrás, brilhou ao lado de Rivaldo e Ronaldo Fenômeno na conquista do tetra, em 2002, e implodiu no Mundial seguinte, aquele que deveria eternizá-lo com a camisa canarinho.
De lá pra cá, sempre que chamado, não mais correspondeu às expectativas, a não ser na Copa das Confederações, aquela do Quarteto Mágico, em parceria com Kaká, Adriano e Robinho.
No seu melhor momento no Galo, bem que Mano Menezes tentou recuperá-lo na Seleção, em vão.
Deu-se, então, a queda vertical de um Ronaldinho já sem horizonte com a camisa carijó. Entrava em campo, e ficava ali assistindo a bola ir e vir de um lado pra outro, até que o técnico, impaciente, o tirasse de campo. Chegaria a hora, nesse passo, em que o craque nem do banco sairia. Melhor, então, retirar-se de vez. Quem sabe para o nascente futebol norte-americano? É o mais provável, pois seu carisma, no mundo inteiro, é imenso, como se Ronaldinho Gaúcho ainda fosse aquele mágico inventor de jogadas inesperadas dos tempos do Barça.
Quem sabe?
boa tarde,
eu achei que o alberto helena iria participár da mesa redonda e ele nao apareceu mais.
o que houve?
O combinado com a direção da Gazeta, a princípio, é de que participarei uma vez por mês do Mesa Redonda. Domingo, dia 3, estarei lá. Obrigado pela atenção
leio sua coluna desde o jornal da tarde anos 70 quando faziam uma charge sua bem engraçada. achava que era sao paulino.acertei?
A charge a que o amigo se refere deve ser a de autoria do cartunista Dino, que servia de abertura ao som de uma música feita pelos Titãs em minha homenagem no programa jornalístico diário Show da Noite, da TV Record, que este seu servo dirigia e apresentava, na virada dos anos70 para os 80.
A vinheta da coluna Bola de Papel, que estaria completando quarenta anos neste 2014, no JT era uma risonha maquininha de escrever expelindo bolinhas de papel, desenhada pela Sandrinha Abdalla.
Obrigado pela fidelidade.
Jogador para ganhar nao mais de 5 cinco mil real por mes quem pagar mais é louco
Comparando com os creques argentinos que estão decidindo a libertadores, realmente 5 cinco mil reais é demais.