Gilmar rejeitado

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Avassaladora a rejeição ao nome de Gilmar Rinaldi escolhido pela dupla Marin-Del Nero para ser o novo coordenador de seleções da CBF. Tanto na mídia, quanto nas tais redes sociais. E não apenas pelo fato de ser ou ter sido empresário de jogador de futebol, figura antipática sobretudo para o torcedor em geral, mas, também, pela absoluta falta de um currículo respeitável na área de gerência, onde teve breve e desastrosa passagem pelo Flamengo de Edmundo Santos, aquele!

É incrível a capacidade inesgotável de produzir besteiras por parte de nossos cartolas. Bastava dar uma espiada superficial no cenário pra perceber que havia uma pá de nomes mais palatáveis por aí. Por exemplo, Leonardo, com vasta experiência nos campos e bastidores europeus. E que dizer de nosso chapinha, Paulo Roberto Falcão? Ah, sim, Zico, nunca nos esqueçamos de Zico.

É bem verdade que nesse tipo de avaliação muitas vezes a gente cai do cavalo.

Veja só o caso de Carlos Alberto Parreira. Há anos venho sugerindo seu nome para cargo semelhante na CBF. Afinal, ninguém conhece melhor os segredos da Seleção Brasileira do que Parreira, que começou no seu ventre na Copa de 70, na função de preparador físico. De lá pra cá, dirigiu a Seleção por várias vezes, foi campeão do mundo em 94, saiu pelo mundo afora comandando seleções da Ásia e da África. Sempre posou de estudioso do futebol, e nos últimos anos tem promovido no Rio congressos internacionais de futebol e tal e cousa e lousa e maripousa.

Pois, deu no que deu.

Na verdade, o ser humano é um bicho imprevisível, que, ao erguer-se sobre dois pés, já saiu pelo contrariando a lei da gravidade, a única irrevogável, capaz de surpreender Freud, Jung e Lacan, todos juntos numa só pessoa.

Portanto, prato servido na mesa, resta experimentá-lo, apesar de sua estranha aparência. Quem sabe o sabor não seja agradável ao paladar? Mas, cá entre nós, como diria nosso hermano de baixo: yo no lo creo.

 

5 comentários

  1. Será que ninguém percebeu ainda que o único (e fatal) problema da seleção brasileira de 2014 chama-se Luiz Felipe Scolari? Botem-no pra treinar a seleção alemã e ao final da preparação ela tomaria de 7 até mesmo do Brasil, bastando, para tanto, que este fosse dirigido por um técnico apenas razoável. O cara pode até ser motivador, mas de futebol ele não sabe absolutamente nada. De outro lado, o grande problema de vocês da imprensa é que têm que esperar o final da competição e a tragédia para admitir o óbvio, pois, se ele – por obra e graça do acaso – ganhasse o título (na base do 0 x 0 e dos penaltys), vcs teriam que “engolí-lo” e chamá-lo de gênio.

    1. Meu caro de Laurentiis, respondo por mim e não pela imprensa. Quanto a mim, venho dizendo e escrevendo isso que o sr.escreveu desde os tempos em que Felipão era técnico do Grêmio, vencedor da Libertadores, diga-se. E, por insistir tanto nisso cheguei a ser considerado personna non grata no Grêmio e paguei um preço razoável ainda outro dia, em outras circunstâncias, justamente por fazer tais comentários na tv E olhe que já lá vão quase vinte anos.

  2. Sr. Helena infelismente o futebol brasileiro esta falido, este 7 x 1 resultado da incompetência dos dirigentes futebol brasileiro, esse bando do Marin e seu parceiro eles não querem treinadores que vão bater de frente com eles, essa entrevista com treinadores é uma forma de alíciar os própios nos molde que eles querem.
    Há uma necessidade de formatação na CBF urgente, o governo federal tem que entrar com providecia nesta compra de votos pelos clubes que ficam reféns destes bandidos.
    Mudança imediata na Lei Pelé, para que os gartos da base não escorreguem das mãos dos formadores, que são os clubes, não dos empresários.

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