Timão, Peixe e Gareca

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Em nove minutos de bola rolando, o Corinthians resolveu a questão, com dois gols – um, de Guerrero, em passe exato de Jadson, e outro de Fagner, em rápida troca de bola no ataque. A partir daí, como é de hábito no nosso futebol, o Timão ficou segurando as pontas lá atrás, explorando de tempos em tempos um contragolpe inútil, enquanto o Inter embaçava sempre que se aproximava da área inimiga.

E só conseguiu chegar às redes já nos acréscimos da segunda etapa, em certeiro cabeceio de Cláudio Wink, não sem antes Cássio ter salvado lance gêmeo, com ricochete da bola no travessão.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Djalma Vassão/Gazeta Press

Já na Vila, o Peixe foi mais arisco e fluente com sua molecada regida pelo múltiplo Arouca, que se desdobrava no meio de campo, marcando, armando, infiltrando-se, roubando bolas providenciais e sempre livre para receber o passe dos companheiros. Mas, quem marcou os gols foram Uvini, de cabeça, e Alison, em jogada trabalhada.

E o Verdão, na estreia do técnico Gareca e do zagueiro argentino Tobio? Foi presa fácil do Santos. Esgarçado em suas linhas, confuso na troca de passes e desastroso na marcação, com um ataque inócuo que só despertou um pouco depois da entrada do menino Erik,  crioulo forte e atrevido, o Palmeiras parece ter regredido ainda mais do estágio atrasado em que se encontrava.

Gareca, no banco, ficou careca de tanto arrancar os poucos e longos fios que lhe restam.

Vai ter um bocado de trabalho para arrumar esse time, meu.

Um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *