
E não é que o Brasileirão voltou cheio de prosa?
Sim, porque tivemos aquele gol incrível de Neto Baiano, surpreendendo o goleiro do Botafogo a 46 metros da meta, o que levou o Sport à zona da Libertadores. E tivemos um Fla-Flu da derrota mútua: o Flu para o Criciúma e o Fla, ah, o Fla… foi varrido pelo Furacão ao fundo do poço da tabela.
Tivemos um Grêmio e Goiás gostoso de se ver, apesar do duplo zero no placar. Uma injustiça para o Tricolor gaúcho que dominou e pressionou o inimigo em casa, meteu bola no poste e tal e cousa e lousa e maripousa, em vão. Mas, valeu pelos dribles de Dudu e pela boa estreia de Giuliano, aquele que foi revelado pelo eterno inimigo de vermelho. Ah, sim, e as estrondosas vaias a Barcos, o centroavante que não marca um gol há séculos. Mas, já disse e repito, essa é a sina desse tipo de jogador: na lua cheia, faz gol até de bumbum; nas demais fases, é aquela seca insuportável.
Falando em centroavante e deixando para a sobremesa o melhor da rodada do Brasileirão, damos um bate e volta em Buenos Aires só para aplaudir o gol de Tardelli, que colocou o Galo na bica de levantar a Super Copa Sul-Americana diante do Lanús. E tanto que pedi a convocação do rapaz para a Copa, como alternativa tática e técnica para o anunciado fracasso de Fred e Jo – um atacante hábil, veloz e incisivo que tanto arma quanto agride. Mas, era pregar naquele deserto de bigode.
Promessa é dívida, e aí está servida a sobremesa da rodada: o belo espetáculo proporcionado pelo São Paulo diante do Bahia na Fonte Nova. O primeiro tempo, então, foi impecável: jogando com a marcação adiantada, o time compacto, trocando bola com eficiência e explorando o pasmo baiano desde o meio de campo às extremas do gramado, com Ademílson, sobretudo, em noite inspirada no ataque e transpirada na ajuda à retomada de bola lá atrás, o Tricolor fez 2 a 0 e definiu o placar – um de pênalti, com Rogério Ceni (nesta noite, um verdadeiro líbero), outro, com o estreante Alan Kardec, num trançado com direito a toque de calcanhar simplesmente genial de Ganso em toda a sua simplicidade.
No segundo tempo, o Bahia se atirou ao ataque, e o jogo ganhou contornos dramáticos, cenário que poderia ter sido evitado caso o bandeirinha ficasse quietinho na sua quando Rodrigo Caio empurrou para as redes, legitimamente, um rebote no poste em disparo de Osvaldo.
Lance exemplar, pois flagra o beque tricolor na área inimiga, não na sequência de um córner ou cobrança de falta, o que é habitual. Mas, sim, num contragolpe, o que revela a disposição ofensiva de toda a equipe, não só dos atacantes. Os laterais e a dupla de volantes também estiveram a maior parte do tempo lá na frente, recuperando a bola e se infiltrando na área.
Pode ter sido um estalo súbito, daqueles que silenciam na rodada seguinte. Desconfio mais, contudo, que tenha sido fruto de bom treinamento. Nesse caso, palmas para Muricy.
Perfeito texto Sr. Helena, aliais, como sempre!
Esperamos que o futebol da Copa, possa influenciar nossos atletas e o brasileirão volte a encantar. Parabéns ao SPFC pelo grande futebol apresentado, que seja assim até o final e o hepta no bolso.
Boa tarde a todos, voçês estão coberto de razão o meu ou melhor o nosso tricolarço do murumbi mostrou para que veio nesse campeonato,jogou como um time europeu, esperamos que continuem nessa pegada; que assim o brasileirão ja é nosso.
Ja tem alguns amigos meus da emprença que estar comparando o nosso tricolor com o campeão MUNDIAL. E estão chamando de trico-manha. uma fusão entre o SÃO PAULO E ALEMANHA. vai tricolor vai sao paulo.