Noite de gala tricolor

Rubens Chiri/SPFC
Rubens Chiri/SPFC

E não é que o Brasileirão voltou cheio de prosa?

Sim, porque tivemos aquele gol incrível de Neto Baiano, surpreendendo o goleiro do Botafogo a 46 metros da meta, o que levou o Sport à zona da Libertadores. E tivemos um Fla-Flu da derrota mútua: o Flu para o Criciúma e o Fla, ah, o Fla… foi varrido pelo Furacão ao fundo do poço da tabela.

Tivemos um Grêmio e Goiás gostoso de se ver, apesar do duplo zero no placar. Uma injustiça para o Tricolor gaúcho que dominou e pressionou o inimigo em casa, meteu bola no poste e tal e cousa e lousa e maripousa, em vão. Mas, valeu pelos dribles de Dudu e pela boa estreia de Giuliano, aquele que foi revelado pelo eterno inimigo de vermelho. Ah, sim, e as estrondosas vaias a Barcos, o centroavante que não marca um gol há séculos. Mas, já disse e repito, essa é a sina desse tipo de jogador: na lua cheia, faz gol até de bumbum; nas demais fases, é aquela seca insuportável.

Falando em centroavante e deixando para a sobremesa o melhor da rodada do Brasileirão, damos um bate e volta em Buenos Aires só para aplaudir o gol de Tardelli, que colocou o Galo na bica de levantar a Super Copa Sul-Americana diante do Lanús. E tanto que pedi a convocação do rapaz para a Copa, como alternativa tática e técnica para o anunciado fracasso de Fred e Jo – um atacante hábil, veloz e incisivo que tanto arma quanto agride. Mas, era pregar naquele deserto de bigode.

Promessa é dívida, e aí está servida a sobremesa da rodada: o belo espetáculo proporcionado pelo São Paulo diante do Bahia na Fonte Nova. O primeiro tempo, então, foi impecável: jogando com a marcação adiantada, o time compacto, trocando bola com eficiência e explorando o pasmo baiano desde o meio de campo às extremas do gramado, com Ademílson, sobretudo, em noite inspirada no ataque e transpirada na ajuda à retomada de bola lá atrás, o Tricolor fez 2 a 0 e definiu o placar – um de pênalti, com Rogério Ceni (nesta noite, um verdadeiro líbero), outro, com o estreante Alan Kardec, num trançado com direito a toque de calcanhar simplesmente genial de Ganso em toda a sua simplicidade.

No segundo tempo, o Bahia se atirou ao ataque, e o jogo ganhou contornos dramáticos, cenário que poderia ter sido evitado caso o bandeirinha ficasse quietinho na sua quando Rodrigo Caio empurrou para as redes, legitimamente, um rebote no poste em disparo de Osvaldo.

Lance exemplar, pois flagra o beque tricolor na área inimiga, não na sequência de um córner ou cobrança de falta, o que é habitual. Mas, sim, num contragolpe, o que revela a disposição ofensiva de toda a equipe, não só dos atacantes. Os laterais e a dupla de volantes também estiveram a maior parte do tempo lá na frente, recuperando a bola e se infiltrando na área.

Pode ter sido um estalo súbito, daqueles que silenciam na rodada seguinte. Desconfio mais, contudo, que tenha sido fruto de bom treinamento. Nesse caso, palmas para Muricy.

5 comentários

  1. Perfeito texto Sr. Helena, aliais, como sempre!
    Esperamos que o futebol da Copa, possa influenciar nossos atletas e o brasileirão volte a encantar. Parabéns ao SPFC pelo grande futebol apresentado, que seja assim até o final e o hepta no bolso.

  2. Boa tarde a todos, voçês estão coberto de razão o meu ou melhor o nosso tricolarço do murumbi mostrou para que veio nesse campeonato,jogou como um time europeu, esperamos que continuem nessa pegada; que assim o brasileirão ja é nosso.
    Ja tem alguns amigos meus da emprença que estar comparando o nosso tricolor com o campeão MUNDIAL. E estão chamando de trico-manha. uma fusão entre o SÃO PAULO E ALEMANHA. vai tricolor vai sao paulo.

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