Messi, não. Robben!

AFP
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Se pudesse, daria a Bola de Ouro Eterna para Lionel Messi, pois o que já vi esse menino fazer com a bola, o tempo, o espaço e os adversários foi obra dos grandes mestres. Mas, sem piscar, tomaria de suas ilustres mãos esta Bola de Ouro que acaba de levar na bandeja da fama.

Nesta Copa, Messi, embora decisivo para a Argentina em quase todos os jogos, não foi nem sombra daquele outro. Não foi sequer o melhor jogador do torneio; o quarto,talvez. Antes dele, vieram Robben, disparado,  Kroos e James Rodriguez.

Robben, já disse aqui à exaustão, foi praticamente a Holanda, sozinho. Deu show de dribles, aulas de fundamento do futebol (matada de bola, passe exato, colocação em campo etc.) e tudo em alta velocidade e com denodado empenho na disputa das jogadas. Craque, craquérrimo, sem restrições.

Kroos foi aquele meio de campo discreto, mas eficiente, a verdadeira pulsação dos alemães ao lado de Schweinsteiger.

E James Rodriguez, além de ter sido aquele meia-armador tão em falta no mercado, canhoto, hábil e com grande visão de jogo, saiu de campo mais cedo do que os demais, e, mesmo assim, deixou a marca de maior artilheiro da competição.

Aliás, se o amigo e a amiga me permitem, diante de tamanho equívoco dos jornalistas do mundo inteiro que votaram em Messi para esse prêmio maior, dispenso a Seleção da Copa por eles escolhida. E aqui vai a minha, alguém que viu sem paixão todos os jogos da Copa, de cabo a rabo: Neuer; Lahm, Kompany, Hümmels e Ninguém na lateral-esquerda, onde nem Evra, meu preferido de sempre, brilhou; Mascherano, James Rodriguez, Kroos e Messi, vá lá, ainda que meu coração se dividida entre Di Maria e Pogba; Robben e Muller.

Quem não gostou pode malhar o véio aqui que é de lei.

 

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