
Os alemães já levaram a Taça. A taça da gentileza e da solidariedade. E, da organização, civilizada, descontraída, nem um pinguinho prussiana. Quando souberam que viriam para cá, escolheram um desses tantos pequenos paraísos esquecidos pelo Brasil dos PIBs e poderosos, lá perto de onde Cabral desembarcou, e plantaram um centro de excelência. De cara, já doaram à população modesta de Cabrália o complexo que ergueram com seus marcos e euros. Chegaram e foram logo abraçando o povo, seus costumes e gostos.
Tudo isso com clara espontaneidade, sem poses nem fricotes.
Agora, a outra taça, a que vai para a história, mais badalada e valiosa, essa já será uma dura conquista.
Dura porque tudo se resume num jogo só, com eventual prorrogação e a agonia dos pênaltis. E aqui todos sabemos que são tantas as variantes se entrechocando que…
Nem tanto, todavia, se cotejarmos time por time. O da Alemanha tem sido infinitamente superior ao da Argentina. Não por causa dos bizarros 7 a 1 sobre o Brasil de Felipão. Mas, também, que isso deve contar mais do que um simples apagão do adversário.
E só não deslanchou antes por que seu treinador (ah, os professores!) insistiu em escalar Lahm no meio de campo deixando as duas laterais para becões centrais – Boateng pela direita e Howedes, pela esquerda.
Ao mudar o braço da viola, incluindo Khedira no meio e passando Lahm para a lateral-direita, o time encaixou de vez.
Mas, nem tudo era pura teimosia do técnico. Afinal, Schmeizel, o melhor dos laterais tedescos nem veio, machucado. E Khedira, a exemplo de Schweinsteiger, ainda se recuperava de lesão que praticamente o afastou dos campos durante toda a temporada do Real.
Já a Argentina, que, antes da Copa, acenava com um ataque arrasador e uma defesa pífia, inverteu as bolas no transcorrer da competição. Perdeu Aguero por um bom período e, mais recentemente, Di Maria, que vinha sendo, ao lado de Mascherano, o melhor do time, incansável no vaivém do meio de campo. E a defesa segurou as pontas com galhardia.
E Messi? Bem, Messi nem chegou perto daquele Messi melhor do mundo do Barça. Mas, como todo craque excepcional, foi decisivo com seus gols e assistências providenciais.
E, todo mundo sabe que, no fim das contas, a taça estará mesmo aos seus pés. Só depende de como ele vai controlá-la.
Tivemos o desprazer de engolir A PIOR SELEÇÃO DE TODOS OS TEMPOS e um técnico ultrapassado……….MUDA BRASIL …….URGENTE