
Si se puede, como costumam dizer nossos vizinhos do lado e acima. Antes de mais nada, porque os alemães, historicamente, morrem de medo da canarinho, mesmo quando eventualmente são superiores técnica e taticamente, como parece ser o caso atual.
Superiores, mas nem tanto. Superioridade adquirida, sobretudo, pela ausência de Neymar e pelo súbito acesso de bom senso do técnico Joachim Low, que, contra a França, recolocou Lahm na lateral-direita, escalando Khedir no meio, o que deu mais consistência ao setor de criação e volúpia ao lado direito de seu time.
Resta saber como Felipão resolverá a questão da ausência de Neymar. Se simplesmente promoverá a volta de Luiz Gustavo à cabeça-de-área, mantendo Fernandinho e Paulinho, com Oscar mais avançado articulando-se com Hulk e Fred, ou se irá atrás de outra solução.
Por exemplo: sacar Paulinho ou Fernandinho, incluindo William no receituário, ao lado de Oscar, na armação e chegada ao ataque. Essa seria uma alternativa mais interessante para conferir uma dose de molejo e versatilidade ao nosso meio de campo.
Por mim, iria além, acrescentando Bernard no lugar de Fred, até agora, figura decorativa no jogo coletivo. Avançando a linha de marcação da nossa equipe, por certo, surpreenderíamos a Alemanha com um jogo agressivo e avassalador.
Mas, isso seria subversivo demais para os conceitos mais conservadores de Felipão, que gosta e esbravejar muito e ousar pouco.
Não seria absurdo algum, mas não creio que ele sacaria o Fred e colocaria o menino Bernard, ao menos desde o início.
A SELEÇÃO ganha de qualquer maneira.
Sr. Alberto Helena,
Que surpresa vê-lo na Gazeta, eu que acompanho seus comentários há muitos anos. Em tempos como estes, em que a crônica esportiva brasileira deixa (e deixa muito) a desejar em termos de conhecimento, educação e, principalmente, ética, é de se festejar sua chegada à Gazeta. Boa sorte, é o que desejo, ao lado de bons caras como Lang, Celso Cardoso e Garraffa. Certa vez, em 1978, no vestiário do Corinthians, no Pacaembu, batemos um papo, o Sr. e eu, que na época era um jovem de 20 anos. Acredito que o Sr. não se lembre, o que seria natural, mas de minha parte tomei-o como exemplo de cortesia e simplicidade (o Sr. me disse, na ocasião, que torcia para o tricolor, quando menino). Para arrematar, naquela noite ganhei o autógrafo do saudoso Dr. Sócrates, recém-chegado ao Timão, que enviei ao meu pai, no interior. Obrigado pela atenção e desejo tudo de bom ao Sr. e à equipe da GE.
Uma avaliação só é possível a partir do que cada seleção tem em termos de habilidades e conjunto, o Brasil tem jogadores de varias equipes e não possui um setor sequer onde tenha jogadores do mesmo time, já a Alemanha tem cinco jogadores de um só time. Na Alemanha, diferente do Brasil eles estão ensinando seus jogadores todos os fundamentos do jogo inclusive a driblar, no Brasil por puro despreparo de nossos treinadores temos a velha máxima, futebol não se ensina, tenho certeza que não é preciso ser um gênio para saber o que nenhum deles tem, preparo para fazer treinamentos tais como; conhecimento de toda a mecânica que envolve cada fundamento, conhecimento especifico para montar um treinamento específico para cada fundamento. Todos eles foram ex-jogadores e nunca fizeram qualquer curso superior de como fazer treinamentos de habilidades, tudo que é habilidade pode e deve ser aprimorada não através a compulsão da repetição, mas sim com conhecimento de como se devem executar cada fundamento, o que é impossível de ensinar é uma faculdade esta é nata na pessoa o gênio faz aquilo que é praticamente impossível outra pessoa fazer.
O resultado do jogo, penso que após ler as considerações vocês sabem qual é.
Alberto,
Que bom vê-lo por aqui.
Estava sentindo falta dos seus comentários.
Dá para ganhar, mas no folego. os europeus, exceto Robben, estão “pregando muito cedo”.
A grande maioria das seleções errou alguma coisa quanto a preparação.
E, a FIFA errou muito marcando jogos para as 13:00 horas, sobretudo no norte e nordeste.
Grande abraço! Some não!