
Los hermanos penaram, como tem sido lugar-comum nesta renhida Copa, mas chegaram às semifinais, graças a um tiro certeiro, de prima, de Higuaín, em bola trabalhada por Messi com disparo desviado de Di Maria, logo aos 8 minutos de bola rolando em Brasília.
O mesmo Di Maria que, aos 32 minutos, desabou em campo, com dores na coxa direita, desfalque sentido para a Argentina, que tanto dependeu de sua intensa movimentação revestida por fino toque de bola, passes exatos e chutes venenosos ao longo de todo o torneio. Sim, porque se Messsi é o gênio da lâmpada, Di Maria tem sido o dínamo dessa equipe que segue aos trancos e barrancos, a exemplo do Brasil. E até a genialidade de Messi acabou esbarrando na muralha Courtois, já no finzinho do jogo, mano a mano.
Aliás, mano a mano foi o desenrolar desse drama tanguero, com ligeira superioridade da Bélgica, que se ressentiu demais da discreta participação de seu craque indiscutível – Hazard, um driblador sem dribles; um atacante penetrante que se acanhou diante da defesa bem postada dos argentinos.
Digna campanha da Bélgica e uma Argentina que segue viva brigando pela Taça, como reza seu destino.
Torço para que a Argentina passe pela Holanda e perca para o Brasil no jogo final. O que é bem possível de acontecer.
Quem sabe, assim o Maradona pare de falar isso e aquilo e nos deixem em paz por alguns meses.