Mundial de Fórmula 1 2020: (in)certezas.

Foto: AFP

O atual campeonato de F1 passará para a história como o mais insólito da história. A pandemia cancelou corridas, acrescentou outras, obrigou a busca de circuitos novos, impediu a formatação de um calendário completo, tirou público das arquibancadas e ainda suspendeu, pelo menos, um piloto, o mexicano Sergio Perez, contaminado pelo vírus. Perez não corre em Silverstone, no Grande Prêmio da Grã-Bretanha. No seu lugar entrará o alemão Nico Hülkenberg. Lance Stroll, da Racing Point, foi o mais rápido dos treinos livres, nessa sexta. O GP da Grã-Bretanha será disputado neste domingo a partir das 10h10 com transmissão ao vivo pela TV Globo e BandNews FM, com narração de Odinei Edson.

Para uma modalidade esportiva onde a precisão tecnológica é preponderante, disputar um campeonato sem saber quantas corridas terão pela frente é desafiador para as equipes e desgastante para os pilotos. Das 22 previstas, 13 estão asseguradas. Provavelmente a Liberty Media ainda acrescentará mais algumas, chegando a um total entre 15 e 18 provas. As planilhas de custos e as estimativas das escuderias não fecham. Ações de patrocinadores nem pensar.

Dois circuitos onde a Fórmula 1 nunca alinhou os carros no grid de largada estão garantidos: Portimão, em Portugal, e Mugello, na Itália, de propriedade da Ferrari, que abrigou testes gerais da F1 em 2012. O Vietnã, se confirmado, será mais um traçado desconhecido.

Duas outras corridas, também confirmadas, envolvem circuitos que já receberam até pouco tempo provas da Fórmula 1. Esses traçados, entretanto, são desconhecidos da maioria dos pilotos do atual grid. Nurburgring, onde será disputado o GP de Eifel (região da Alemanha onde se encontra o autódromo), contou em sua última corrida, em 2013, com Lewis Hamilton, Valteri Bottas, Sebastian Vettel, Daniel Ricciardo, Romain Grosjean, Sergio Perez e Kimi Räikkönen. Charles Leclerc, Lando Norris ou Max Verstappen nunca correram lá. Ímola, onde será disputado o GP da Emilia-Romagna, teve sua última corrida de F1 em 2006. Da atual geração só Kimi Räikkönen participou dessa prova que terminou com a vitória de Michael Schumacher.

O circuito de Istambul, na Turquia, tornou-se nos últimos dias mais uma opção para o calendário europeu. Em 2011, na última vez que a Fórmula 1 esteve na pista, apenas Sebastian Vettel e Lewis Hamilton participaram (Kimi estava em um dos seus dois anos sabáticos), entre os pilotos que estão no atual campeonato.

A conclusão é óbvia. Esta é uma temporada onde a vitória em cada prova terá um peso maior, talvez, do que a disputa do campeonato onde, até agora, nenhuma projeção segura pode ser feita. Para as estatísticas, os GPs da Estíria, Fórmula 1 70 anos, Toscana, Emília-Romagna e Eifel serão pontos isolados e, provavelmente, não serão acrescidos de novas provas nos anos vindouros. Também é duvidosa a continuidade da corrida de Portimão.

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