
Que Lewis Hamilton era o favorito para o GP da China – ele venceu a prova pela sexta vez – ninguém duvidava. A surpresa foi a facilidade com que ele chegou à bandeirada final sem se deixar ameaçar por ninguém. Pior para a Ferrari que esperava um rendimento superior de seus motores, aproveitando a grande reta de 1,7 quilômetros do traçado de Xangai. Depois de uma duvidosa estratégia envolvendo Charles Leclerc, a Ferrari assistiu à terceira dobradinha consecutiva da Mercedes que dispara no Mundial de Construtores.
Hamilton chegou à sua 75ª vitória – mantido o ritmo atual ele deverá superar as 91 de Michael Schumacher no ano que vem – simplesmente largando melhor do que o pole Valtteri Bottas. E foi abrindo com calma e segurança. E Bottas foi atrás. No speed trap que acusa as velocidades mais altas na pista, Lewis Hamilton foi apenas o 17º, provando que não precisou acelerar tanto. O mais rápido, pela segunda vez consecutiva, foi o surpreendente tailandês Alexander Albon, que chegou a um bom 10º lugar depois de largar no fim da fila. Não por acaso foi escolhido por internautas de todo o mundo como ‘Driver of the Day’.
A Ferrari ordenou que Charles Leclerc abrisse passagem para Sebastian Vettel ainda no começo da prova – Leclerc ultrapassou o companheiro de equipe logo depois da largada – e, mais tarde, demorou para ordenar que o piloto entrasse no box para a troca de pneus. Com isso, Leclerc acabou perdendo o quarto lugar para um constante Max Verstappen. A verdade é que a Ferrari não teve na China condições de superar a Mercedes mas, talvez, se desse melhor se ‘liberasse’ Leclerc para acelerar desde o princípio.
Charles Leclerc não gostou da forma como a estratégia foi conduzida pela escuderia. Os próximos passos serão cruciais para a Ferrari administrar o problema. Sebastian Vettel tem uma personalidade tranquila e, parece, não se envolve muito nas disputas internas embora assuma a condição de primeiro piloto o que não poderia ser diferente para um tetracampeão mundial.
A bela disputa entre Max Verstappen e Sebastian Vettel – um dos pontos altos da prova – provou que a Red Bull/Honda segue em evolução. E, como prêmio, Verstappen segue na frente dos pilotos da Ferrari no Mundial de Pilotos.
O lance final da corrida ficou por conta de Pierre Gasly. Sexto colocado, sem chance de chegar ao quinto e sem risco de perder a posição, o piloto parou no box a duas voltas do final, trocou os pneus, e acelerou para assinalar a volta mais rápida da prova, 1min34s742, ganhando o ponto extra.
O 48º Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 acontece nos dias 15, 16 e 17 de novembro, no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Os ingressos para a corrida, informações e imagens em 360 graus dos setores estão disponíveis no único site oficial do evento: www.gpbrasil.com.br. O GP Brasil também está no Instagram e Facebook: gpbrasilf1.