FIA escolhe o halo para os carros de F1 em 2018

Foto: Eric Alonso/AFP

A Federação Internacional de Automobilismo escolheu o halo para a proteção do cockpit dos carros de Fórmula 1 a partir de 2018. O shield, preferido da maioria das equipes, foi descartado depois dos testes realizados por Sebastian Vettel. O piloto alemão disse que a imagem através do shield fica um pouco distorcida e ele ficou levemente atordoado após os testes. A princípio, a Ferrari é a única escuderia que aprovou o halo assim como a Associação dos Pilotos da Fórmula 1, que fez ressalvas ao visual dos carros.

Questões estéticas continuam provocando discussões. Quem argumenta contra diz que os carros perderão o visual bonito que ganharam com as mudanças este ano. O aeroscreen, um recurso intermediário desenvolvido pela Toro Rosso, também não foi aceito pelos dirigentes. Dos três projetos, o halo foi o mais testado pelas equipes.

O diretor-médico do GP Brasil de F1, Dino Altmann, considera a questão controvertida e julga que a imagem distorcida, segundo Vettel, poderia ser reavaliada. Para ele, o halo colabora com a segurança mas possui pontos discutíveis. Segundo Altmann, o acidente com Felipe Massa, por exemplo, atingido por uma mola que escapou do carro de Rubinho Barrichello, na Hungria, em 2009, não seria evitado com o halo. Altmann considera o shield a melhor solução. Já Niki Lauda, presidente da Mercedes, avalia que o halo descaracteriza um carro de Fórmula 1 e defende mais estudo e testes e propõe que o equipamento de segurança só seja utilizado a partir de 2019. Christian Horner, da Red Bull, tem a mesma opinião de Lauda.

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