
Acidentes, rodas na grama e ultrapassagens na raça. O GP da Espanha de Fórmula 1 estabeleceu um novo round na disputa entre Mercedes e Ferrari no Mundial 2017. E, desta vez, a Mercedes levou a melhor. Agora são três vitórias da equipe alemã e duas da escuderia italiana. Mas a liderança do campeonato continua nas mãos de Sebastian Vettel.
Mercedes e Ferrari voltaram a mostrar um equilíbrio na pista. A Mercedes mais rápida no treino – Lewis Hamilton largou na pole, a 64ª da carreira – e a Ferrari mais consistente na corrida. Vettel fez ótima largada e saiu na frente. Não fosse uma estratégia bem pensada da Mercedes que reservou os pneus macios para a segunda parada de Lewis Hamilton, o inglês dificilmente teria alcançado sua 55ª vitória na F1.
A Mercedes foi mais eficiente quando segurou Hamilton na pista até a 22ª volta, já com os pneus perdendo qualidade. E ainda contou com o trabalho de Valtteri Bottas que segurou Vettel até quando pôde e depois, placidamente, deixou que Lewis o ultrapassasse para sair em busca da vitória.
A disputa entre os dois pilotos, entretanto, não resume o que foi a corrida. Logo na largada, espremido entre o rival Valtteri Bottas e o holandês Max Verstappen, Kimi Raikkönen acabou batendo, entortando a roda e sendo obrigado a abandonar a corrida. Sobrou também para Verstappen, que deixou a prova. Na sequência, Fernando Alonso e Felipe Massa não evitaram o toque. Pior para o brasileiro que foi para o box com um pneu furado e não se recuperou mais, terminando em 13º, atrás de Fernando Alonso. Mas não antes de enfrentar um novo toque com a McLaren, desta vez a de Stoffel Vandoorne.
Bottas, por sua vez, ficou na pista com o motor estourado, na segunda metade da corrida.
Sem Bottas pela Mercedes e sem Raikkönen pela Ferrari, o Mundial de Construtores não se alterou muito. Se no campeonato de pilotos Sebastian Vettel lidera com seis pontos de vantagem sobre Lewis Hamilton – 104 a 98 – entre os construtores, a Mercedes está na frente da Ferrari: 161 a 153.
Seis conclusões importantes sobre o Mundial após a quinta etapa:
1 – Tudo caminha para uma disputa entre as duas equipes – Mercedes e Ferrari – até o final da temporada.
2 – A Red Bull não rendeu o que se esperava com as modificações no seu carro. Mas deve reagir nas próximas etapas. A equipe quer se envolver na disputa entre Mercedes e Ferrari. Nem que seja para embaralhar os resultados.
3 – A Williams não está conseguindo repetir os resultados técnicos dos testes de inverno. É verdade que os dois acidentes em Barcelona não foram de responsabilidade de Felipe Massa. Mas a equipe está em posição incômoda atrás da Force India e Toro Rosso.
4 – Fernando Alonso. O espanhol estará fora do GP de Mônaco, dia 25 de maio, sexta etapa do Mundial de F1. Correrá em Indianápolis. A McLaren deverá contar com Jenson Button que não demonstra muito entusiasmo. O futuro de Alonso na equipe dependerá do rendimento do carro nas próximas etapas. Propostas não faltarão.
5 – Sebastian Vettel. A notícia não confirmada de que o piloto teria um pré-contrato com a Mercedes ainda não foi suficientemente desmentida. A questão é saber quem sairia, Hamilton ou Bottas. Acho que o mais provável é que ele permaneça mais uma temporada, 2018, na Ferrari.
6 – A história do pequeno francês Thomas, torcedor da Ferrari, que chorou na arquibancada ao ver Raikkönen abandonando a prova, foi sensacional. As imagens cruzaram o mundo e a Ferrari não perdeu a oportunidade. Levou o garoto para o box da equipe com direito a foto, boné e autógrafo do ídolo. É a prova de que a F1 tem que se aproximar do público.
O Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 acontece nos dias 10, 11 e 12 de novembro no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Os ingressos para a corrida, informações e imagens em 360 graus dos setores estão disponíveis no único site oficial do evento: www.gpbrasil.com.br. O GP Brasil também está no Instagram e Facebook: gpbrasilf1.