Com vaga no UFC 172, Bethe Correia quer ser a primeira mulher a “nocautear de verdade” no UFC

Bethe Correia (direita) quer mostrar sua força no UFC 172 - Divulgação jungle Fight/Fernando Azevedo
Bethe Correia (direita) quer mostrar sua força no UFC 172 – Divulgação jungle Fight/Fernando Azevedo

 

Após estrear com o pé direito no UFC, a paraibana Bethe Correia se prepara para o próximo desafio na maior organização de MMA do planeta. No próximo dia 26, ela enfrentará a norte-americana Jessamyn Duke, pelo card preliminar do UFC 172, que terá na luta principal o duelo entre Jon Jones e Glover Teixeira.

 

Invicta na carreira com sete vitórias, Bethe quer fazer história no Ultimate. Além de sonhar com o cinturão da categoria, atualmente com Ronda Rousey, a paraibana quer ser a primeira mulher a conseguir um nocaute na organização.

 

“Sempre busco o combate, e minha agressividade cresce a cada luta, junto com a minha confiança. Um nocaute feminino é mais difícil de se ver do que nas lutas masculinas, pode ver pelo UFC, que até hoje não houve um nocaute de verdade, só os técnicos. Eu quero ser a primeira a nocautear mesmo, vou em busca disso e não vou deixar essa luta nas mãos dos árbitros”, afirmou Bethe.

 

Um dos motivos para tamanha confiança da lutadora são os treinos na Pitbull Brothers, academia dos irmãos Patrício e Patrick Freire, localizada em Natal (RN). Além de possuir alguns dos melhores lutadores leves do mundo, a equipe é reconhecida pela agressividade e o poder de nocaute.

 

“Infelizmente, o déficit de lutadoras aqui é muito grande, por isso fiz poucos treinos com meninas. Mas estou acostumada a fazer meus camps com os rapazes. Tem muita gente boa e leve, treino muito com o Patrício (Pitbull), Patrick (Pitbull), Rony Jason, e eles trocam comigo de igual para igual. Por isso pode ter certeza que minha preparação foi muito boa”, explica.

 

Apesar da disso, a brasileira não deverá encontrar vida fácil no octógono. A rival Jessamyn Duke é companheira de treinos da campeã dos pesos-galos, Ronda Rousey, na Cesar Gracie Team, nos Estados Unidos. Porém, nem mesmo este fator é capaz de intimidar a “Pitbull” Bethe Correia.

 

“Ela é uma adversária muito agressiva, que vem com muito gás. Sei que ela treina com a Ronda (Rousey), e, assim como eu, vem crescendo no MMA. Mas isso não me incomoda, eu gosto disso, vai ser um grande desafio para mim e tenho certeza que estou preparada”.

 

Aos 30 anos, Bethe Correia fez a sua última luta em eventos nacionais no Jungle Fight 54, em junho do ano passado, quando derrotou Erica Paes, na decisão unânime dos juízes. Em seguida, a paraibana acertou com Ultimate e fez a sua estreia em dezembro, com vitória sobre a norte-americana Julie Kedzie.

 

Assim como a brasileira, Jessamyn Duke jamais foi derrotada. Seu cartel é de três vitórias e um no contest (luta sem resultado). Antes de acertar com o UFC, a norte-americana lutava no Invicta FC, um dos mais tradicionais eventos de MMA feminino do mundo.

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