A importância de ter Formiga no São Paulo

Formiga retorna ao clube que defendeu há 21 anos (Foto: Divulgação/São Paulo)

Na última segunda-feira, o São Paulo anunciou a contratação da meia-campista Formiga. Aos 43 anos, dona de um futebol, ainda, de alto nível, a veterana vem para somar. Vinda do PSG, Formiga tem uma mala de peso: no currículo são sete Copas do Mundo. Hoje, ela é a atleta que mais vestiu a camisa verde-amarela, entre homens e mulheres.

Não é atoa que, quando se pensa em Seleção feminina de futebol, Formiga é um dos primeiros nomes que vêm à mente, junto à Marta e Cristiane. Ela acompanha o crescimento da modalidade de perto e vive na pele as dores e os amores de ser uma atleta da categoria.

Em 2019, antes mesmo do Mundial feminino, que entrou para a história, conversei com ela, em uma entrevista exclusiva. Na época, Miraildes Maciel Mota falou da importância de ter um maior número de boleiras de alto nível em terras tupiniquins. Para ela, que atuava no PSG, a falta de apoio era um dos maiores problemas enfrentados aqui.

Dessa ligação por telefone pra cá, muita coisa mudou. Vadão deixou o comando da Seleção e, hoje, é Pia Sundhage quem lidera o grupo. A Copa de 2019 bateu recordes de audiência (mais de 108 milhões de pessoas impactadas pelas partidas) e os times passaram a dar – um pouco – mais de atenção para a modalidade. Mas ainda há muito o que fazer. O foco, agora, é nos Jogos Olímpicos.

“A gente sempre pediu o apoio para que a imprensa falasse do futebol feminino. Seja bem ou seja mal, mas que nos colocasse em evidência. Assim, as pessoas ficam sabendo o que acontece com a gente. Precisamos brigar para que as emissoras não tenham interesse só no Mundial e nas olimpíadas, mas também nas outras disputas, no Brasileiro, no Paulista. Eu acho que poderíamos ter uma coisa parecida com o masculino”, ressaltou Formiga, na época. Hoje, as tramissões acontecem, outros blogs como esse nasceram e cresceram. As coisas tem melhorado a passos de Formiga (ou seja, bons passos).

Pelo menos nos próximos 18 meses, ela volta a vestir o mesmo manto que usou entre 1997 e 2000 – quando ainda se consolidava como referência do futebol feminino no Brasil. Com a camisa tricolor, disputou 20 jogos, sendo 19 vitórias e um empate. Invicta e dona de sete gols, Formiga foi campeã Paulista (1997 e 1999) e Brasileira (1997).

Mas não é só dentro das quatro linhas que Formiga soma.

Para dar um exemplo simples: quando o São Paulo anunciou seu retorno, na segunda, dezenas de colegas meus (que nunca antes publicaram sobre futebol feminino) compartilharam a notícia em suas redes sociais. Visibilidade, lembra? Pra se ter uma ideia, o post que anuncia a chegada da meio-campista teve mais de 4,3 mil curtidas. O post anterior não chegou a 900.

Refêrencia, Formiga atrai olhares, audiência e holofortes.

Esse é só mais um item na imensa lista de “porque é importante ter Formiga no São Paulo”.

Parabéns, São Paulo.

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