Um governo que desvaloriza o esporte, que escola pretende oferecer?

Recentemente tivemos a redução das verbas para o Esporte com origem no Governo Federal. Interessante observar que os políticos, em época de eleições tagarelam sobre o esporte, sua importância na vida das pessoas e, em especial, para crianças e adolescentes. Sabemos, de longa data, que o envolvimento com o esporte rendimento é destinado a um pequeno, certamente, ínfimo número de pessoas. 

No entanto, esta depreciação não se limita ao nível federal, senão vejamos:

A Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo tem reduzido seu orçamento há anos, o pessoal qualificado minguando a cada novo ano, as verbas sendo entregues a ONG’s com finalidades duvidosas e eventos que não focam no favorecimento das práticas da cultura corporal de movimento na vida das pessoas. O mesmo fenômeno ocorre em nível do governo do Estado de São Paulo. Basta analisar os recursos destinados aos órgãos responsáveis pelo esporte em todos os níveis de governo.

Se no que os políticos acreditam ser o mecanismo de socializar o esporte este é o comportamento, o que esperar do que se oferece nas escolas? Investimentos  em formação continuada, busca de alternativas para a ampliação das possibilidades de diversificação de atividades da cultura corporal de movimento são mínimas.

Por outro lado, recursos para competições esportivas entre escolares, que reproduzem a exclusão e a repetição do quarteto hegemônico persistem. Até quanto senhores pais e mães permanecerão calados sobre este estado de coisas? Até quando serão mantidas as mazelas?

Outubro pode ser um excelente mês de mudanças, mês das crianças, do funcionário público, da padroeira do Brasil e de eleições. Não é?

Um comentário

  1. Melhor não esperar nada do governo para a melhoria no esporte, seja competitivo ou escolar. Melhor não esperar também que pelo voto as coisas mudem. Não foi assim até agora, e ainda não será dessa vez. Daqui uns anos, quando a consciência da população mudar.

    Adianto-lhe que não é pessimismo, é a realidade.

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