
Ser artilheiro não é fácil. Requer técnica apurada e talento espontâneo. O faro de gol deve brotar naturalmente em todas as jogadas de área no campo adversário. As coisas ficam mais tranquilas quando, por falta de um, você tem dois no ataque. Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos estão bem servidos nesse sentido. As duplas de área serão a marca registrada para a disputa da temporada. Memphis e Yuri Alberto são fatais. Flaco López e Vitor Roque, um balaio de gols. Luciano e Calleri jogam por música e, no Santos, Gabigol e Neymar dispensam comentários.
Yuri Alberto gosta de cair pela beirada esquerda do gramado, deixando para Memphis as ações de área. Versátil, ele também é perigoso quando cai pelo meio do ataque. Não é à toa ser o artilheiro do time nos últimos tempos. O que falar de Flaco López e Vitor Roque? Eles tiveram uma grande resistência do próprio técnico Abel Ferreira, que não apostava na eficiência dos dois juntos. Um erro enorme de avaliação. A dupla provou ser marcante e promete muito no futuro.
Dá gosto de ver Luciano e Calleri juntos no ataque tricolor. Um entende o outro como nunca. Já no início da temporada, ajudaram e muito o São Paulo a superar uma crise dentro de campo, facilitando a vida do treinador Hernán Crespo. Os dois aparecem logo no início do ano como salvadores da pátria. Já muito se espera de Neymar e Gabigol, principalmente porque o Príncipe da Vila Belmiro está sem atuar há um bom tempo.
Está certo que ninguém desaprende a jogar futebol da noite para o dia. Neymar é ainda um dos principais jogadores brasileiros e esperança do treinador Carlo Ancelotti para a disputa da Copa do Mundo. O futuro está nas mãos do camisa 10, no Santos e na Seleção Brasileira. Gabigol é um bom coadjuvante, compõe legal no setor ofensivo, ocupando espaços no meio e no ataque. Os dois fazem uma boa dupla não é de hoje.
Agora, basta esperar o desenrolar dos jogos para ver qual dessas duplas vai encantar mais os olhos dos torcedores. A expectativa é de que saiam muitos gols e belas movimentações ofensivas. Afinal, não existe melhor coisa para o torcedor do que ver as redes adversárias balançando, em um momento único de exaltação, alegria e êxtase.
E tenho dito!