
Jogar a tolha? Nunca. Por mais que tenha sido dolorosa a derrota por 2 a 0 para o Flamengo, nessa terça-feira á noite na Neo Quimica Arena, o Corinthians precisa levantar a cabeça e jogar com alma no Maracanã. Sem perder a esperança e a ternura jamais. Tudo bem ter a arbitragem feito vistas grossas para a falta de João (desviou a bola com o braço) antes do golaço de Arrascaeta. Ali o rendimento da equipe alvinegra caiu abaixo de zero e culminou em uma derrota vergonhosa com outro belo tento de Gabigol, na partida de ida válida pelas Quartas de final da Libertadores;
Para complicar, Willian vetado de última hora (problema muscular…) e Maycon ter sentido entrada desleal do adversário. O técnico Vitor Pereira, por sua vez, também infeliz nas substituições, colocou o garoto argentino, Fausto Veras. Uma barata tonta na marcação do meio campo rubro negro, ao lado de Du Queirós e o inútil Cantillo. Demorou para pôr Roni, Roger Guedes, Giuliano e o novato Giovani. Guedes, aliás, atuou com raiva ao lado de Yuri Alberto, coisa que o portuga jurou de pés juntos nunca mais acontecer. Pagou com a língua.
E olhem que o treinador Dorival Júnior jogou e deixou jogar. Saiu na trocação com um Timão irregular e fora de sintonia. A sorte foi o Fla trocar uma goleada histórica pela posse de bola. Tinha tudo para definir a classificação fora de casa. Deixou um rabicho de esperança na partida de volta, no Maracanã, na próxima terça-feira. Para muita muita gente, a fatura está liquidada. Errado. Futebol não é equação matemática e conta bastante com o impoderável, o tal de “Sobrenatural de Almeida” do genial Nelson Rodrigues, o Shakespeare brasileiro.
E tenho dito!