Glória do Verdão, vergonha do Timão

Foto: Vinicius Nunes/Agencia F8/GPress

O Palmeiras deu o chamado “vareio de bola” no Corinthians. Venceu o arqui-inimigo por 3 a 0, com domínio total da partida. Clássico foi definido em duas cobranças de escanteio no primeiro tempo (gols de Gomèz e Rony). Depois, foi só tocar a bola e esperar o adversário se confundir sozinho. Mister Manoel mandou a campo uma equipe alternativa e pagou caríssimo por uma atitude insana. Não respeitou a rivalidade existe entre os clubes. O copor dele está aqui a cabeça em Portugal.

De última hora, Cássio apresentou sinais de gripe e foi vetado. Matheus Donelli assumiu a meta. Outros titulares foram poupados. Equipe alvinegra alternativa, sem dúvida. Pelo lado palmeirense, apenas Gabriel Veron no ataque. De resto, equipe era a mesma das partidas anteriores. Por isso até, Alviverde mais articulado e perigoso em campo.

GOMÈZ E RONY, 2 A 0

Entrar com equipe mista diante do time de Abel Ferreira foi um “suicídio”. De fora da área, Danilo pegou rebote, sem direção. Zé Rafael disparou nas costas de Rafael Ramos e cruzou. Rony estava impedido. Donelli dividiu com Rony. VAR checou o lance e mandou seguir o jogo. No escanteio de Raphael Veiga, Gustavo Gomèz testou firme. Falhou a dupla de zaga; 1 a 0. Raphael Veiga cobrou falta no ângulo e Donelli salvou.

Novo escanteio de Veiga, Rony subiu e cabeceou sem defesa. Zaga mal posicionada, levou outro: 2 a 0. Partida estava fácil demais. Verdão era soberano em campo, tinha várias opções de ataque, diante de um Timão completamente desordenado, confuso, desentrosado e perdido.

VAREIO DE ABEL EM VP

Defesa alvinegra parecia uma barata tonta. Rony penetrou entre Lucas Piton e Raul Gustavo e quase fez o terceiro. Mister Manoel escalou o pior Corinthians possível e pagou o preço. Estava levando um vareio de bola nunca visto em clássicos. Mostrou não ter a menor noção e até respeito pela rivalidade.

A sorte corintiana foi que o Palmeiras tirou o pé e deu espaços para o cambaleante adversário. Nem assim, Weverton e companheiros correram maiores riscos. Estava fácil demais e Gabriel Veron arriscou de longe. Mister Manoel mandou Renato Augusto se aquecer. Roger Guedes, de falta, para fora.

VERDÃO TIROU O PÉ

Abel e a velha tática. Deixou a bola para a desesperada equipe alvinegra e optou por contra-atacar. Depois do segundo gol, comandados de Abel puseram o Timão na roda e armaram uma barreira intransponível na entrada da área, o que impediu o time do tal VP sequer

Para “salvar a pátria”, veio Renato Augusto no lugar de Maycon. Verdão não mudou. Marcos Rocha, para humilhar, meteu um “chapéu” em Roger Guedes. Veron ganhou no peito e na raça e rolou para Zé Rafael. Volante explodiu no travessão. Na sequência, Veron de novo pela esquerda. Rony chegou atrasado. Verdão veloz e querendo golear.

DUDU FEZ O DELE

Renato Augusto, até então, não viu a cor da bola. Timão lento, acomodado, sem raça e garra. Tabela timida entre Roger Guedes e Renato Augusto. Meia chutou fraco. Tranquilo, Verdão tocava sem pressa, esperando a hora de “matar” o clássico.

Mister Manoel mudou por atacado. Willian, Jô e Adson vieram. Roger Guedes saiu e foi vaiado pela torcida palmeirense. Rony marcou o terceiro em completo impedimento. No contra-ataque, Dudu aproveitou lançamento pela direita, chutou cruzado, bola bateu no poste direito e entrou. VAR confirmou, 3 a 0.

VERGONHA CORINTIANA

O tal de VP sacou Du Queiroz e pôs Cantillo. Time continuou sem iniciativa, sem ofensividade, uma equipe de zumbis. Está na cara que ninguém assimilou direito a tática desse treinador português. Palmeiras parecia brincar com a bola, deixando o adversário numa “roda de bobinho”.

Corinthians corria e não chegava. Era para o Verdão ter goleado. Raphael Veiga teve ótima chance, seguido do jovem Navarro. Gustavo Gomèz quase marca de cabeça. Timão mal conseguia passar do grande círculo. Desanimado, se arrastando pelo gramado, escreveu um capítulo negro na história gloriosa do clube, outrora o campeão dos campeões.

E tenho dito!