São Paulo em mais um treino de luxo

Diego Costa comemora no Morumbi (Foto: Eduardo Carmim/Photo Premium/Gazeta Press)

O São Paulo se classificou sem sustos para próxima fase da Copa do Brasil. Nessa quarta-feira à noite, no Morumbi, ganhou do desconhecido Manaus por 2 a 0. Os foram de Éder, de susto, e de Diego, de cabeça. Pesou a diferença técnica entre as duas equipes. Jogo teve cara de treino coletivo no segundo tempo.

Todos esperavam uma partida fácil, classificação tranquila do time de Rogério Ceni. Afinal, o adversário se apresentava como um jovem clube do futebol manauara e mais viveria uma aventura no gramado do Cícero Pompeu de Toledo do que disputaria uma vaga para valer. Essa, pelo menos, era a expectativa.

FLORESTA FECHADA

Nos primeiros minutos de partida, o São Paulo foi para cima. Marquinhos e Reinaldo formavam a dupla ofensiva pelo lado esquerdo. Rafinha e Nikão, pelo lado oposto. O Manaus, humildemente, punha dez jogadores atrás da linha da bola e a ideia do técnico Evaristo Piza (ex-jogador do Corinthians) não deixar o oponente jogar.

Visitantes mal passavam do meio campo, porém fechavam todos os espaços e esperavam com paciência uma oportunidades aparecer. Aliás, o clube nortista usou uniforme verde, uma homenagem à Floresta Amazônica e aos indígenas brasileiros. Bonito e simpático. Além disso, mostraram uma vontade “selvagem” e muita aplicação tática. O problema era na criação e no ataque, ou seja, no grande círculo para frente.

ÉDER NA REDE, UFA!

Léo Pelé, então, abriu um “buraco” na zaga adversária e cruzou. Éder, de “carrinho” mandou para fora. Nikão arriscou de longe, sem sucesso. O goleiro Pedro largava demais a bola. São-paulinos perceberam o vacilo do arqueiro e chutavam de onde dava. Uma boa opção.

Tiago Maia errou passe na entrada da área. Tiaguinho aproveitou o vacilo e ameaçou Jandrei. Atrevido, Tiaguinho incomodou nas costas de Rafinha. Aliás, jogador revelado na base de Cotia. Rodrigo Nestor, no entanto, pegou de primeira e Pedro espalmou. No rebote, Reinaldo fuzilou e o zagueiro Paulo Sérgio salvou. Ai, então, Rafinha errou o chute, Éder desviou no meio do caminho, 1 a 0.  Vantagem merecida, sem dúvida.

DIEGO NA REDE, DE CABEÇA 

Tiaguinho e Alvinho quase chegaram ao empate. Jandrei colocou o corpo na frente e evitou a igualdade. Se o Manaus já era um franco atirador, depois do gol de Éder, o jeito era partir para o ataque e correr risco de ser goleado. Em cobrança de escanteio de Reinaldo, beque Diego Costa subiu sozinho, livre de marcação, cabecear para o fundo das redes manauaras, 2 a 0.

De repente, um apagão geral nos holofotes, que durou um minuto. Luz voltou rapidinho, para alegria geral. A diferença técnica entre as equipes falou mais alto. Se hoje em dia não existe mais “time bobo”, também é verdade que não existe milagre. Prevaleceu o maior forte, o melhor.

TREINO DE LUXO 

O São Paulo voltou para a etapa final em ritmo de treino. Partida já estava praticamente decidida e vaga garantida para próxima fase da competição. Técnico Rogério Ceni colocou em campo, Rigoni, Patrick e Luciano, para dar ritmo de jogo para a rapaziada, de olho na Quartas de Final do Paulistão. Time mais cadenciado, tranquilo. Rigoni, apenas aos 25, driblou pela direita e cruzou. Luciano tocou para fora e se lamentou.

Manaus jogou a toalha e assumiu o papel de coadjuvante. Entrou até um tal de Jackie Chan, homônimo do famoso ator chinês, mestre em artes marciais. Patrick fez um gol, anulado pelo árbitro. Alegou falta no goleiro. Luan e Alisson entraram também. Rigoni, de falta, estourou no travessão. Um treino de luxo para Ceni acertar a equipe.

E tenho dito!