Palmeiras está impossível!

Foto: Cesar Greco/SEP

O Palmeiras está impossível. Venceu outro clássico no Paulistão com muita fibra. A “vitima” dessa vez foi o Santos, 1 a 0, no Allianz Parque, nesse domingo à noite. O magro placar (gol de Raphael Veiga de pênalti) não espelhou o amplo domínio alviverde, contra um adversário com poucos recursos técnicos, que se defendeu durante os 90 minutos. O destaque santista foi Ricardo Goulart. Veterano acertou uma bola na trave. Próxima partida será emblemática: Corinthians, no Allianz. Peixe continua ameaçado de rebaixamento.

Um duelo tático interessante no primeiro tempo. O técnico Abel Ferreira na base do 3-5-2 e Fabiano Bustos num ousado 4-1-4-1. Lógico que a qualidade técnico ajudava o Verdão, que utilizou a chamada “marcação alta”, atrapalhando a saída dos jovens santistas, visivelmente ansiosos. Rapidamente, Bustos recuou a equipe e apelou para o tradicional 5-4-1. Aliás, no que fez muito bem. Mano a mano com o Verdão é complicado.

PRESSÃO VERDE

Ricardo Goulart saiu da área para buscar jogo no meio campo, sem sucesso. Gustavo Scarpa textou João Paulo de longe e goleiro encaixou sem problemas. Santos mal passava do meio campo. O desafio palmeirense era “furar” o bloqueio adversário, nas “cordas”, apenas se defendendo, como um boxeador acuado, adiando um nocaute.

Mayke desceu pela esquerda e cruzou. Pelota passou pela pequena área e nenhum pezinho salvador chegou a tempo. Dudu passou direto. Scarpa aproveitou toque de Scarpa, que cruzou. Faltou Rony finalizar no alvo. Auro alçou na área e cabeçada saiu fraca. Weverton pegou. Isso aos 23 minutos. Alviverde soberano no gramado.

PAU COMEU

Jogadores palestrinos chegando junto. Lucas Barbosa foi para cima do marcador e cruzou. Ricardo Goulart subiu no terceiro andar e cabeceou no poste esquerdo e no rebote Weverton fez “milagre”. Os dois se enrolaram, se estranharam e ficou o dito pelo não dito. Partida ficou disputada e um tanto violenta. Ninguém dava moleza para ninguém.

Rony arriscou uma “bicicleta”, para fora. Velásquez levantou o pé, acertou o rosto de Rony. Árbitro mostrou apenas amarelo. Porém, era lance para vermelho sem dúvida. Lucas Barbosa tomou uma cotovelada de Gómez e VAR ignorou a agressão. Dudu recuperou pela direita. Gómez cabeceou forte e  João Paulo salvou no reflexo.

PÊNALTI E GOL DE VEIGA 

Palmeirenses reclamaram de um possível pênalti santista. VAR mandou seguir. Na sequência, Velásquez pegou Kuscevic após “milagre” de João Paulo. Incontinente, juízão nem quis discussão e assinalou penalidade máxima. Raphael Veiga pegou a bola. Pôs na marca de cal. Deu uma “bomba” no canto esquerdo, indefensável: 1 a 0.

Velásquez já tinha amarelo e foi expulso. Árbitro se recusou a consultar as imagens do VAR. Técnico Bustos se irritou, ficou indignado. Pela pressão e domínio de bola, resultado para lá de justo. Peixe bem aquém do esperado. Apenas se defendeu.

MISSÃO IMPOSSÍVEL

O Santos de Bustos tinha uma missão impossível na etapa final. Ou seja, empatar e se possível virar a partida. Porém, logo aos 3 minutos Zé Rafael cruzou, Dudu bateu e Rony chegou atrasado. No Peixe, vieram Camacho e Lucas Braga. Jorge foi fintando um, dois, três e carimbou João Paulo. Seria um golaço do lateral-esquerdo.

Alviverde soube tirar proveito da vantagem de ter um homem a mais e subiu de novo a marcação para roubar a bola no campo adversário. Coisa estava preta para os lados santistas. Mayke dividiu e deu azar. Torceu o pé. Entrou Marcos Rocha. Jogadores palmeirenses solidários ao companheiro contundido.

MASSACRE ALVIVERDE

Ficou muito difícil para o Santos. Estava quase impossível vencer a zaga adversária. Bem postada, neutralizada as iniciativas do oponente com imensa tranquilidade. Ricardo Goulart cansou de brigar no ataque, de apanhar e reclamar. Era o “exército de um homem só”. E veio Marcelo Leonardo. Abel poupou Zé Rafael e Scarpa. Chegaram Wesley e Atuesta.

O que se viu no Allianz foi um “massacre da Serra eletrica”. Verdão pecava na finalização. Senão, já era para o placar estar bem mais dilatado. Peixe lutava para evitar um vexame maior. Portuga apostou em Dayverson e Navarro. Sairam Raphael Veiga e Rony. Foi embora Zanocelo e veio Balieiro. Auro também foi embora. Pirani entrou. Ele chutou de longe e quase surpreendeu. Fim de jogo. Resultado poderia ter sido mais elástico.

E tenho dito!