
O Palmeiras conseguiu um excelente resultado diante do Atlético PR, em plena Arena da Baixada, ao empatar por 2 a 2, no primeiro jogo da decisão da Recopa. O Verdão correu atrás do resultado o tempo todo. Levou um gol de Terans e empatou com Jailson. Marlos desempatou e no último minuto da prorrogação, Raphael Veiga deixou tudo igual para variar de pênalti. Por outro lado, os goleiros Weverton e Santos tiveram grandes performances e mereceram destaque. Próximo pega será no Allianz Parque e sairá o campeão de qualquer jeito.
Um excelente primeiro tempo. As duas equipes estavam soltas em campo, cada uma ao seu estilo é verdade, porém sem perder o sentido vertical em direção ao gol. Sem estrelas e com uma organização invejável, a equipe de Alberto Valentim não se intimidou. O mesmo ocorreu com o time de Abel Ferreira, que criou várias oportunidades de gol, sempre usando e abusando do trio de ataque formado por Rony, Raphael Veiga e Dudu.
SANTOS SALVOU
O goleiro Santos foi, sem dúvida, o melhor em campo. Salvou três gols certos do Alviverde. O primeiro, jogada pela direita e cruzamento preciso. Rony entrou na corrida e carimbou o peitoral do arqueiro. Depois, foi a vez de Atuesta sentir o reflexo de Santos, salvando outra vez. Rony, já na prorrogação, limpou o zagueiro e deu uma “bomba”. Santos voou como um pássaro e tocou com a ponta dos dedos. A pelota ainda tocou no travessão. Quase um “milagre”.
O Furacão também deu trabalho para Weverton e saiu na frente inclusive. Bola cruzada da direita, desvio de cabeça para Terans completar para o fundo das redes. VAR entrou em ação. A dúvida era se Citadini havia ou não tocado na bola antes do artilheiro marcar. Feitas as linhas, gol: 1 a 0.
GOL DE BICO
O Verdão, por sua vez, que estava melhor na partida, não se abateu. Dudu chutou de fora da área. Zaga desviou e Jailson com o bico do pé esquerdo acertou quase no ângulo. Santos pulou e não pegou nada. Golaço, 1 a 1. Partida intensa com ótimo nível técnico.
Será que o ritmo cairia na etapa final? Qual nada! Valentim soltou os laterais e o Atlético PR apertou. O portuga palmeirense, ficou na dele, sempre tentando aproveitar o erro do adversário e tirar vantagem dos contra-ataques. Abel sacou Atuesta e colocou o bom Wesley.
MARLOS NA REDE
A mexida de Abel deu maior consistência ao meio campo e o Palestra foi dominando as ações. De repente, Marcos Rocha furou, Erick pegou a sobra e Weverton espalmou. Na cobrança de escanteio, Citadini mergulhou de “peixinho” e a defesa salvou. Nessas alturas do jogo, Furacão recuperou-se.
Jailson e Dudu (cansados) cederam lugar para Gabriel Veron e Zé Rafael. Os times acusaram a intensidade da primeira partida da decisão e começaram a errar passes. Marlos, então, recebeu dentro da área, cortou para o meio e fez um golaço 2 a 1. Na resposta, Raphael Veiga quase deixou tudo igual. Parou no goleiro Santos.
RAPHAEL VEIGA NA REDE
Rony deixou o gramado para a vinda de Navarro. Em cruzamento pela direita, Navarro e Wesley se atrapalharam e desperdiçaram boa chance. Valentim, conforme o final do encontro se aproximava, fez boas substituições para segurar o adversário e administrar a vantagem.
O Atlético PR deu a impressão de estar melhor fisicamente do que o Palmeiras. Citadini bateu com efeito, Weverton saltou e não pegou nada. Para sorte do palmeirense pelota foi para fora. Quando tudo parecia definido, Marcinho pegou Wesley e arbítrio deu pênalti. VAR checou e avalizou. Raphael Veiga bateu e converteu, como sempre, 2 a 2. Árbitro apitou fim de jogo, para desespero da torcida do Furacão.
E tenho dito!