
Você sabia que o São Paulo não vencia o Santos na Vila Belmiro há cinco anos? Pois é. Na noite desse domingo quebrou o incômodo tabu, derrotando o adversário por 3 a 0. Garotada sentiu o peso do clube a saída do técnico Fábio Carille. Rogério Ceni, esperto, jogou no erro e no desespero dos jovens santistas, deitou e rolou. Os gols foram de Éder (finalmente desencantou), contra de Bauermann e um golaço de Rodrigo Nestor. Vaias e xingamentos da torcida para o Peixe. Que dureza!
Mesmo com técnico interino (Marcelo Fernandes) e pressionado pela torcida, o Peixe começou melhor o primeiro tempo. Tinha maior volume de jogo, encurralou o Tricolor e mostrou empenho, dedicação e espírito de luta. Foi o suficiente? Nem tanto. O time do técnico Rogério Ceni veio prevenido para sofrer. Sabia do desespero do oponente e iria explorar essa “ferida”.
EDER DESENCANTA
Ai, então, um golpe mortal. Nikão cruzou pela direita com categoria. Éder subiu mais do que Madson e abriu o placar, 1 a 0. Foram 22 jogos de jejum desde a chegada ao Morumbi. Animados, são-paulinos foram para cima. Gabriel Sara arriscou de longe, para fora. Santos sentiu o gol e atacou afoitamente, de qualquer jeito. Jandrei, até os 30 minutos, sem trabalho.
Por baixo, na base do toque de bola, como manda o bom futebol, o São Paulo ia mal. Valia-se dos nem sempre bem sucedidos cruzamentos na grande área. Ângelo e Marcos Leonardo tabelaram. Jandrei saltou nos pés do garoto artilheiro na hora “h”. Ceni, esperto, deu a pelota e encurtou os espaços dos jogadores santistas.
PÊNALTI OU NÃO?
Santos vivia de tentativas de Lucas Braga. Os dois treinadores trocaram por contusões. Saiu Igor Vinícius e veio Rafinha. Do outro lado, foi embora Madson e chegou Marcos Guilherme. Reinaldo deu carrinho em Ângelo. VAR checou pênalti e mandou seguir o clássico, pegado e nervoso.
Nos últimos minutos, os meninos da Vila assustaram. Ângelo alçou para grande área. Marcos Leonardo pegou de primeira. Bola tinha endereço certo e Rafinha tirou de cabeça, quase em cima da linha. Santos teve mais domínio e finalizou mal. Tricolor teve poucas chances e aproveitou.
GOL CONTRA…
Ceni retornou com duas alterações para etapa final. Foram embora Reinaldo e Igor Gomes para as chegadas de Rodrigo Nestor e Léo Pelé. Logo aos 3 minutos, Nikão teve oportunidade de ouro e bateu no canto do goleiro João Paulo. Quase o segundo. Já o Peixe vivia do incentivo da torcida e de jogadas esporádicas.
Pegaram Éder pelas costas e entrou Calleri. Lucas Pires penetrou pela esquerda e bateu cruzado, no peito de Diego Costa. Resposta tricolor aconteceu nos pés de Pablo Maia. João Paulo estava atento. Triangulação ofensiva do São Paulo. Alisson recebe de Calleri e acha Gabriel Sara. Ele divide coom Bauermann, que faz contra, 2 a 0.
NESTOR NA REDE
Virou festa tricolor. De pé esquerdo, do meio da rua, Rodrigo Nestor acertou um “canhão” e estufou as redes de João Paulo, 3 a 0. Marcos Guilherme, dentro da área, obrigou Jandrei a defesa sensacional. Barbosa, Luan e Van Zanocelo, um último suspiro do interino santista.
Nikão também descansou para a vinda de Marquinhos. Fico claro, contudo, que a culpa não era mesmo de Fábio Carille, demitido do cargo. A equipe é jovem, peca pela falta de experiência e precisa arrumar um técnico com urgência. O Tricolor acerta a equipe no ritmo de Ceni e vai muito bem, obrigado.
E tenho dito!