
O Chelsea, como era esperado, venceu por 1 a 0 o Al Hilal, nessa quarta-feira, pelo Mundial de Clubes, e irá enfrentar o Palmeiras na decisão da competição, no próximo sábado, nos Emirados Árabes. Pelo o que os “temíveis ingleses” apresentaram, o Verdão tem chances sim de ser pela primeira vez campeão do planeta. Apesar de começar bem, na etapa final caiu demais e os árabes quase chegaram ao empate. Correram mais, criaram grandes oportunidades e o goleiro Kepa fez lá os seus “milagres”. A irregularidade do Chelsea é a maior aliada da equipe do técnico Abel Ferreira. O portuga esteve no estádio, fez várias anotações e agora deverá armar aqueles “planos perfeitos”, como fez nas duas últimas Libertadores conquistadas pelo Palestras. A esperança é verde.
Nada de novo no front, como diria o velho e bom escritor Erich Maria Remarque. O time inglês dominou do começo ao fim do primeiro tempo. Foi logo criando oportunidades com o Thiago Silva, Ziyech (duas vezes), Azpilicueta e Lukaku por cinco oportunidades. A equipe da Arábia Saudida até que se esforçou para marcar e compensar a diferença técnica entre as duas equipes. Chegaram algumas vezes, com Marega, Al-Shahrani e Al-Dawsari, sem ameaçar o goleiro Kepa.
LUKAKU NA REDE
Depois de muita pressão, gol do Chelsea. Havertz insistiu pela esquerda e cruzou. Zagueiro Al-Shahrani tentou dominar a bola e se atrapalhou. O artilheiro Lukaku, quase dentro do gol, estufou as redes de Al Mayouf. Foi mamão com açúcar para o matador belga, um atacante forte, bem posicionado diante dos beques do Al Hilal. Bastava o segundo gol, e o jogo estava liquidado. Certo? Não, errado.
Mal começou a segunda etapa, Havertz foi para cima da defesa adversária na base da velocidade. Chegou na linha de fiundo, sem ângulo. Poderia ter cruzado para Lukaku, livre dentro da área. Porém, preferiu arriscar o chute e a pelota “beijou” o travessão. O Al Hilal, sem conseguir fazer uma jogada de penetração, tentava de fora da área. Kanno pegou forte e assustou Kepa. Na verdade, era uma questão de tempo para o Chelsea acertar o pé e ampliar o placar.
REAÇÃO PERIGOSA
O tento demorou para sair e o time árabe começou a tirar as manguinhas de fora. Al-Dawsari achou um raro “buraco” na zaga do temível adversário e tocou com classe para o brasileiro Matheus Pereira. Com categoria, deixou Marega na cara do gol. Contudo, atacante se atrapalhou e carimbou Kepa. E os goleiros tomaram conta do espetáculo. Kepa salvou gol certo de Kanno e Al Mayouf espalmou no ângulo conclusão precisa de Ziyech.
A partida, de repente, ficou equilibrada e tensa. Matheus Pereira e Jang Hyun-Soo criaram ótimas chances para igualar o placar. Ai, então, o técnico português Leonardo Jardim resolveu colocar Michael, ex-Flamengo. Era tudo ou nada. Veio o colombiano Carrillo também. All Bullahy e Mount trocaram empurrões. Nervos à flor da pele. Time inglês deu sinais de cansaço. O adversário intenso demais, não dava sossego e tinha um bom toque de bola, com esquema tático bem definido. Fim de jogo. Chelsea administrou o ímpeto árabe e se classificou na manha do gato.
E tenho dito!