Sonho do primeiro Mundial continua no Palmeiras

Palmeiras está na final do Mundial de Clubes (Foto: Divulgação/Fabio Menotti)

O Palmeiras nem tomou conhecimento do Al Ahly, em Abu Dhabi, no Emirados Árabes, em venceu por 2 a 0, nessa terça-feira, classificando-se para a final do tão sonhado Mundial de Clubes da Fifa. Os egípcios não foram páreo para a equipe brasileira. Tecnicamente inferior, levaram um nó tático do técnico Abel Ferreira, que se impôs sobre o badalado Pitso Mosimane. Os gols foram de Raphael Veiga e Dudu. Agora, o valente time do portuga espera o vencedor da partida dessa quarta-feira, entre Al Hilal e Chyelsea. O sonho da inédita conquista alimenta as esperanças palmeirenses.

Com toque de bola rápido e marcação sob pressão, o Verdão surpreendeu. Essa atitude agressiva, obrigou o adversário a “acalmarem” a correria esmeraldina, tocando com calma de pé para pé. O trio Dudu, Raphael Veiga e Rony adiantados não deixavam os zagueiros sossegados, encurtando os espaços. O problema era que o Al Ahaly deu campo para o time do técnico Abel Ferreira, porém se defendia com oito e tentava encaixar o contra-ataque.

RAPHAEL VEIGA NA REDE

O diferencial, extra futebol, foi a torcida alviverde. Em menor número no estádio, não parou de incentivar a equipe uma minuto sequer, até sufocando os rivais locais. O Palmeiras tinha maior domínio de bola, contudo, tinha grandes dificuldades de penetração. Brasileiros no 3-5-2, com variação quando atacava para um 3-4-3. Já os egípcios optaram por um rigoroso 4-5-1.

Partida chegou aos 30 minutos e nenhuma das equipes tinha dado um chute a gol. Cansado de triangulações e investidas inúteis, Verdão usou o expediente da pelota longa. Weverton batia tiro de meta arriscando “lançar” Dudu. Gustavo Scarpa sumido, mais preocupado em cercar o jogador mais perigoso do “inimigo” Dieng. E ai veio a gratificação pelo melhor futebol. Dudu tocou para Raphael Veiga. Meia, tranquilo, estufou as redes de Ali Lotfi, 1 a 0, para lá de merecido. Piquerez bobeou, Taher Mohamed aproveitou a sobra e Weverton encaixou fácil.

DUDU NA REDE

O desafio palmeirense para a etapa final era aguentar a pressão do Al Ahly, que deveria ir para cima atrás da igualdade ou de uma possível virada. Egípcios voltaram mordidos. Em compensação, ao Alviverde restaria o contra-ataque, com Dudu e Rony, sem falar Raphael Veiga, em jornada inspirada. De cara, arremate de Afsha de fora da área para outra defesa tranquila do goleiro palmeirense. E foi o que aconteceu. Veiga devolveu a gentileza do primeiro gol e tocou para Dudu. O camisa 7, livre de marcação, avançou pela direita e bateu no ângulo, 2 a 0. Um banho de água fria nos “faraós”.

Técnico Pitso Mosimane resolveu fazer o óbvio. Colocou três jogadores que estavam servindo a seleção do Egito. Aliás, o que já deveria ter feito. Marcos Rocha derrubou atacante na entrada da área, em cima da linha. Var entrou em ação. Checou o lance e nada assinalou. Fathy arriscou de longe e Weverton espalmou. Sherif realmente incomodava a defesa adversária. Bom jogador, driblador e ousado. Equipe do portuga deu uma recuada e Al Ahly apertou.

VAR ANULOU E EXPULSOU

Time egípcio começou a abusar da bola cruzada na grande área. Fathy, de cabeça, ameaçou. O relógio era o maior inimigo dos “faraós”. Por isso, um show de passes errados e jogadas perdidas. Sherify aproveitou falha de Weverton e mandou para a rede. VAR, porém, flagrou impedimento e anulou o lance. Wesley e Jaílson substituiram Dudu e Veiga. Ayman Ashraf entrou “no meio” de Rony e levou cartão vermelho. Foi uma pá de cal em cima da equipe do falastrão treinador Pitso Mosimane, que um dia antes avisou que iria “passar o carro” nos brasileiros.

Zé Rafael foi embora e entrou Atuesta. Veio até Dayverson no finalzinho do jogo. Saiu Rony. Breno Lopes deu um descanso para Gustavo Scarpa. Portuga percebeu que o tal do Al Ahly “morreu” no gramado e resolveu poupar os jogadores principais para a final da competição. Weverton ainda fez um “milagre” e levou uma bola no travessão. Palmeiras cumpriu a lição de casa, mostrou ser infinitamente melhor do que o adversário e mereceu a classificação. A esperança de conquistar o título inédito continua viva nos corações esmeraldinos

E tenho dito!