
O São Paulo começou a temporada com o pé errado. Perdeu na estreia do Paulistão por 2 a 1 do Guarani, na noite dessa quarta-feira, no estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas. Dos reforços, dois destaques: Nikão, lutou muito até onde aguentou; e Patrick, autor do cruzamento para o gol de Carelli. Para o Bugre, os artilheiros foram Lucão do Break e Diogo Matheus, de falta, no ângulo, sem possibilidade de defesa para Tiago Volpi. Pobre do técnico Rogério Ceni. Terá um trabalhão pela frente. Que dureza!
Um Tricolor mais encorpado e intenso pode ser visto nos primeiros minutos. Rafinha apoiando pela direita, Reinaldo pela esquerda, com Nikão se mexendo bastante no ataque. Do outro lado, um Bugre forte na marcação, criativo no meio campo e atrevido ofensivamente. De cara, Lucão do Break bateu cruzado, forte, Tiago Volpi espalmou com as duas mãos, ele que agora tem a “sombra” de Jandrei.
PAU A PAU
Nikão caindo pela direita, tentava jogadas pessoais e cruzamento para a dupla de área bem.perigosa são-paulina, com Rigoni e Carelli. Faltava maior presença de Gabriel Sara, teoricamente o armador do meio campo. Rigoni, então, se viu obrigado a buscar a bola mais atrás e procurar Carelli para tabela, o que ficou complicado de executar.
Volpi falhou feio. Saiu para segurar a bola e deixou escapar. Eliel errou o alvo. Guarani no ataque. Cruzamento da direita, Ernando cabeceou de cima para baixo, porém sem direção. Ficou evidente um certo desentrosamento do time são-paulino, o que se justifica pelo início de temporada.
GOLAÇO LUCÃO DO BREAK
Aos 30 minutos, o Bugre dominava a partida. Praticamente neutralizou as investidas adversárias e impôs o próprio ritmo. Gabriel Sara, de fora da área, deu trabalho para o goleiro Maurício. Lucão do Break roubou na lateral de Rafinha e bateu por cobertura, na gaveta de Volpi, 1 a 0. Um belíssimo gol, para um resultado merecido.
O problema é que o São Paulo perdeu o meio campo, tanto na marcação como na armação. Buscava as jogadas óbvias com Rafinha e Reinaldo, contidas pelo bom posicionamento dos zagueiros. Nikão, mesmo assim, se destacou. Buscou sempre ficar livre para partir para o ataque ou cruzar para os companheiros. Esforço em vão.
REAÇÃO TRICOLOR
O jeito era ir para cima do Bugre para não estrear no Paulistão com derrota. Técnico Rogério Ceni, por isso, saiu do 4-3-3 e mandou ver um 3-5-2, povoando o campo inimigo com sete jogadores dispostos de forma ofensiva. Diante disso, o Guarani fechou-se e optou por contra-atacar. Técnico Daniel Paulista surpreendeu pela visão técnica e tática do duelo.
Ceni abriu o time. Deixou Nikão pela direita e Rigoni pela esquerda, fazendo volume pelas laterais, já ocupadas por Rafinha e Reinaldo. Mesmo assim, Carelli não viu a cor da bola. Patrick entrou no lugar de Nikão e Rodrigo Nestor no de Gabriel. O camisa 10, cansou visivelmente. Gabriel Sara bateu de longe, fácil para o goleiro.
MAIS GOLS
Falta na entrada da área de Rodrigo Nestor. Alias, desnecessária. Diogo Matheus não teve mi-mi-mi e cobrou no ninho da coruja, sem defesa para Volpi, 2 a 0. Na resposta, Ronald cometeu pênalti em Alisson. No entanto, no início da jogada havia impedimento e a penalidade anulada.
Patrick entrou com vontade. Robou a bola e cruzou. Rigoni testou fraco. O segundo gol foi uma ducha de água fria no Tricolor. Todo retrancado, era duro passar pela defesa carpinteiro. Mesmo assim, Patrick insistiu pela direita e cruzou. Carelli subiu sozinho, livre como um pássaro, e cabeceou para o fundo das redes, 1 a 2. Primeira chance efetiva do hermano e ele conferiu.
PRESSÃO SÃO-PAULINA
Agora era tudo ou nada. Alisson de fora da área arriscou e a pelota tirou tinta do poste esquerdo. Equipe da casa sentiu a pressão são-paulina e tentou administrar a vantagem. Lucão do Break tentou surpreender, contudo Volpi estava ligado. Ceni sacou Reinaldo (atuação discreta) e colocou Wellington. Arbitragem deu 6 minutos de acréscimos.
Um empate, nessa altura da partida, seria uma “vitória” para o São Paulo. O Bugre se defendia a todo custo. Até goleiro Volpi se mandou para o ataque. E lá se foi um longo tabu. Desde 1997 não conseguia derrotar o rival. Resultado justo. Ganhou o melhor time em campo.
E tenho dito!