
O árbitro Wilmar Roldan, da Colômbia, engoliu o apito e armou um tumulto na partida entre Equador 1 e Brasil 1, nessa quarta-feira à noite, em Quito, válida pelas Eliminatórias da Copa do Qatar. Conseguiu fazer a diferença e aparecer mais do que qualquer jogador. O homem da latinha expulsou dois jogadores (o goleiro Dominguez e Emerson) e voltou atrás em dois pênaltis e dois cartões vermelhos para o goleiro Alisson. Anulou pênalti de Raphinha para revolta do público local. Na verdade, o VAR salvou a partida de um desastre maior. Futebol que é bom foi fraco demais e as duas seleções ficaram devendo.
Uma partida agitada e confusa sem dúvida. De cara, quase saiu o gol equatoriano. Cruzamento da esquerda, Valência cabeceou para fora. A resposta foi fulminante. Coutinho cruzou da esquerda, Matheus Cunha subiu de cabeça. No rebote da zaga, Casemiro mandou para o fundo da rede sem perdão, 1 a 0. Time da casa, precisando de pelo menos um empate, foi para cima empurrado pela torcida.
QUASE TRÊS EXPULSOES
Matheus Cunha lançado na corrida, levou um chute no pescoço na saída de Dominguez. Entrada imprudente, fora da área. Árbitro consultou o VAR, que deu cartão vermelho para o goleiro. Entrou Galindez e saiu Alan Franco. Coutinho bateu a falta pessimamente para fora.
Na sequência, juiz expulsou Emerson. Levou o segundo amarelo em dura pegada sobre Estrada. Dez jogadores de cada lado. Danilo queimou o filme de bobeira. Jogada estava perdida e não levava perigo. Alisson saiu estabanado do gol, tirou de qualquer jeito. Na volta do pé, em movimento normal, acertou Valência. Juízão deu vermelho para o goleiro brasileiro. VAR entrou em ação. Árbitro reviu o lance e voltou atrás. Trocou por amarelo.
CALMA E EXPERIÊNCIA
Daniel Alves entrou e saiu Coutinho. Foram 15 minutos de paralisação. Apito deu apenas 9 min. Partida ficou travada. Poucas chances de gol de ambos os lados. Matheus Cunha arriscou de longe e a pelota raspou o poste direito. Dani Alves, experiente, administrou o entusiasmo e controlou o nervos dos jogadores mais jovens.
Já os equatorianos insistiram nas bolas altas. Éder Militão sentiu a altitude e estava mal na marcação aérea. Por isso, Valência se destacou. Estava sempre ali, na chamada “zona do agrião” tentando um golzinho de cabeça. De resto, zaga canarinho não esteve ameaçada e saiu-se muito bem.
RITMO QUENTE
Comeco confuso da zaga nacional. Dani Alves se atrapalhou com Alisson e colombiano mandou ver. Para sorte do técnico Tite, a pelota havia saído antes. Na sequência sozinho, Casemiro perdeu gol certo. “Baixou” o espírito de Garricha em Plata. Ele driblou três e rolou para Estrada. Alisson, esperto, saltou e salvou.
Raphinha perdeu o tempo da bola e fez pênalti em Estupiñán. VAR de novo interferiu na marcação. De novo, homem de preto anulou o lance. Bola do Brasil. Tite apostou em Gabriel Jesus e Antony. Substituiram Vinicius Junior e Raphinha. De cara, Gabriel Jesus arriscou, em cima do goleiro.
TORRES EMPATA
As chegadas de Antony e Jesus deram um novo ânimo para o ataque. Enquanto os donos da casa encontravam grandes dificuldades para evoluir ofensivamente. Fred bateu forte, de média distância, no meio da meta e Galindez amorteceu e o beque desafogou. Só uma bola parada poderia mudar o curso da partida.
Dito e feito. Escanteio pela direita, Torres subiu no terceiro andar e testou firme para o fundo do gol de Alisson, 1 a 1. Ai, então, veio Gabigol e foi embora Matheus Cunha. Equatorianos se animaram e os brasileiros se abateram com a igualdade. Ataque completamente desentrosado e individualista. Gabigol tentou duas vezes e se deu mal.
APITO CONFUSO DEMAIS
Alisson saiu socando a bola e acertou o atacante também. Árbitro marcou pênalti. E, desta vez, expulsou o goleiro, que já tinha amarelo. VAR outra vez em ação. Juiz foi até a telinha também. E voltou atrás de novo. Nada de penalidade e em de expulsão. Uma verdadeira lambança.
Se a arbitragem ficou devendo, a seleção também. Gol de Casemiro saiu meio na bamba e poucas chances foram criadas. Ficaram devendo futebol Alisson, Militão, Coutinho e Raphinha, sem falar das péssimas substituições e de nenhum absolutamente nenhum padrão de jogo.
E tenho dito!