
Um vexame histórico, nesta tarde de domingo, no Morumbi. O São Paulo foi goleado de forma impiedosa por 4 a 0, decepcionando as mais de 47 mil pessoas no estádio. Tricolor ficou em uma situação delicada na tabela de classificação e voltou a ser ameaçado de rebaixamento. Jogo virou um treino coletivo para os comandados de Renato Gaúcho, que sobem de novo de produção, às vésperas da decisão da Libertadores contra o embalado Palmeiras.
Cruel demais. Aos 26 segundos, Miranda tentou sair jogando com Liziero. Andreas desarmou e tocou para Bruno Henrique. Daí para Gabigol. Na saida de Tiago Volpi, afundou as redes são-paulinas, 1 a 0. Aos 3 minutos, Everton Ribeiro abriu para Michael pela esquerda. Atacante disparou pela ala. Poderia até ter chutado. Preferiu cruzar para Bruno Henrique estufar o “véu da noiva” tricolor, 2 a 0. Em três minutos, São Paulo foi da esperança ao desespero. Uma tragédia se desenhava.
VERMELHO PARA CARELLI
Torcida, assustada e de boca aberta, se dividiu em incentivos e vaias. Para complicar, Carelli entrou com o pé alto em David Luiz. Arbitragem deu cartão amarelo. No entanto, VAR corrigiu e argentino foi expulso de campo. Morumbi vivia um pesadêlo. Em dez minutos levou dois gols e tinha um a menos. O “badalado” Rigoni ficou cara a cara com o goleiro Hugo. Se atrapalhou todo e perdeu grande chance. Nervosismo falou mais alto.
O Rubro negro, sem dó e nem piedade, manteve o mesmo ritmo. Michael chutou de fora da área e Volpi espalmou esquisito. Time de Renato Gaúcho estava com a faca e o queijo nas mãos. Deitava e rolava, com estilo e qualidade. Flamengo em tarde inspirada e sem todos titulares.
BARATA TONTA
Tricolor, por sua vez, atordoado e confuso, sem tática definida. Todo bagunçado, nem conseguia sair da defesa. Parecia uma barata tonta, atravessando um galinheiro. Fla subiu as linhas de marcação e apertou ainda mais. Bruno Henrique deslanchou pela esquerda e rolou para Gabigol. Artilheiro, displicente, chutou por cima.
A equipe de Ceni mal conseguia trocar passes, quem diria, então, ameacar o adversário. Rodrigo Caio sentiu a panturrilha da perna direita e acabou substituído por Gustavo Henrique. Para sorte são-paulina, Mengo passou a rodar o jogo, pelota de pé para pé, na espera de um contra-ataque mortal.
BAIXINHO ABUSADO
Não teve jeito. Jogada ensaiada em cobrança de escanteio pela direita. Bola parou na chuteira do pé bom de Michael. O baixinho “derrubou a coruja do ninho”. Mandou no ângulo de Volpi. Caprichosa, pelota bateu na forquilha antes de entrar, 3 a 0.
Entregue ao acaso, Tricolor praticamente jogou a toalha. Michael fez uma jogada de efeito. Reinaldo ficou fulo da vida e encarou o abusado atacante. Arbitragem acalmou os ânimos e contornou a situação. Jogadores deixaram o gramado aos xingamentos e ficou tudo por isso mesmo.
MICHAEL INSPIRADO
Ceni apostou em Luciano e Vitor Bueno, na etapa final. Bueno, de cara, chutou e Hugo fez a sua primeira defesa. A dúvida era saber se o São Paulo teria condições de, pelo menos, diminuir o placar, reagir de alguma forma, mesmo diante de um adversário infinitamente superior e com um homem a mais. Que dureza!
Porém, aos 10 minutos, Michael driblou Diego e abriu para Bruno Henrique. Atacante levou no peito o marcador e cruzou. O Baixinho, com Volpi vencido, ampliou para 4 a 0. Na verdade, foi a pá de cal na “tampa do caixão” do pobre Tricolor. A impressão era de que o Fla venceria como e de quanto quisesse. São Paulo destruído totalmente.
GRITOS DE “OLÉ” E “RENATO”
Vieram Orejuela, Shaylon e Bruno Alves. Não fizeram muita diferença, com toda franqueza. Michael recebeu e poderia ter ampliado. Preferiu servir Bruno Alves, que escorregou e riu. Luciano arriscou de longe e Hugo espalmou para fora.
Torcida do Flamengo já estava gritando “olé”. Até entoaram cântico com o nome de Renato. Para não dar confusão, arbitragem encerrou a partida sem dar descontos ou prorrogação. Um público de 47 mil pagantes viu uma humilhante derrota são-paulina e um triunfo histórico flamenguista.
E tenho dito!