
Renato Augusto comandou a vitória corintiana por 3 a 2 sobre o Cuiabá, neste sábado à noite, na Neo Química Arena, com mais de 37 mil pagantes. O camisa 8 participou de dois gol e fez o dele desferindo uma “bomba” no ângulo do ex-corintiano goleiro Walter. Bastou o técnico Sylvinho colocá-lo na posição certa, sem inventar moda, para o futebol espetacular desse brilhante jogador crescer e aparecer. Foi a quarta vitória seguida na presença da torcida. Ou seja, a Fiel faz a diferença.
Mal deu tempo para respirar. Logo aos 2 minutos, Renato Augusto abriu para Lucas Piton. Garoto cruzou pela esquerda, Giuliano subiu de cabeça e venceu Walter, 1 a 0. Apesar do gol relâmpago, o Cuiabá reuniu forças e tentou reequilibrar o jogo. Clayson, ex-corintiano, ameaçou e Cássio encaixou fácil. Mesmo assim, era o adversário dono de maior intensidade. Timão retraído de forma inexplicável.
LIGAÇÃO DIRETA
Desta vez no meio campo, Renato Augusto articulava jogadas principalmente pela esquerda, com Piton e Roger Guedes. Jô, por sua vez, exercia as funções de pivô com eficiência, além de segurar as descidas dos zagueiros. Gabriel Pereira e Fagner eram pouco acionados pela direita, embora se apresentassem bem para o apoio.
Triangulação entre Roger Guedes, Jô e Giuliano. Walter pegou no cantinho direito. Corinthians, em comparação às rodadas anteriores, estava bem mais organizado e consciente, sem grandes dificuldades de atacar. Porém, ao invés de tocar a pelota com tranquilidade, Cássio insistia em chutões, na famosa “ligação direta”, sem sucesso.
POMBO SEM ASA
Por causa disso, Cuiabá tinha a posse de bola e mandava na partida. Timão precipitado na saída de bola. João Vitor recuperou no meio campo e deu na direita para Renato Augusto. Camisa 8 cruzou e ninguém apareceu. Escanteio pela direita, Fagner bateu e João Vitor testou com perigo.
De novo, Corinthians tomou um gol estranho, meio “espírita”, bola espirrou para Pepe, que acertou um “pombo sem asa” no ângulo esquerdo de Cássio. Gol calou a Fiel, para se ter uma idéia da jogada surpreendente do time mato-grossense. Muito azar para cabeça do corintiano. Gabriel deveria ter marcado em cima e incomodar Pepe no arremate. Paciência.
NINHO DA CORUJA
O torcedor corintiano sabia que na etapa final vinha chumbo. O time foi escalado certo, porém, encontrou dificuldades para se impor diante de uma equipe briguenta, no entanto, tecnicamente inferior. Muita calma nessa hora. Todo mundo rezando um Pai Nosso e uma Ave Maria para Sylvinho não atrapalhar com alterações malucas, aquelas sem pé e nem cabeça, como de costume.
Cuiabá, ao contrário do que se esperava, encarou Timão de igual para igual. Técnico Jorginho surpreendeu com a tática arrojada, corajosa. Ai a sorte sorriu para o Alvinegro. Roger Guedes recebeu pela direita e rolou para o meio. Renato Augusto recebeu, ajeitou e chutou no “ninho da coruja”, 2 a 1. Golaço. Sem defesa para Walter.
GUEDES SEM PERDÃO
E foi a vez de Renato Augusto devolver a gentileza. Deu uma “cavadinha” para Roger Guedes. O camisa 123 bateu de esquerda no canto oposto alto de Walter, 3 a 1. Atacante estava no jejum de gols e tirou a “nhaca”. Uma pintura de jogada. Tabelinha entre Jô e GP, quase o quarto.
Sylvinho, então, sacou Jô e GP para colocar Gustavo Mosquito e Vitinho. O 77 sentiu contusão e pediu para sair. Distração da zaga alvinegra, Gava bateu falta pela direita e beque Paulão fez 2 a 0. Gil perdeu o tempo da bola. Sairam Piton (contundido também) e Renato e vieram Luan e Du Queiroz.
DRAMÁTICO
Vida de corintiano não é nada fácil. Segurar a vitória era fundamental para subir na tabela. Alterações enfraqueceram o Corinthians. Foram péssimas. E o Cuiabá cresceu de novo. Xavier substituiu Gabriel. Agora era por São Jorge. Meu Deus!, diria o finado Roberto Avallone.
Corinthians se defendia e o Cuiabá atacava. Na base da raça, chutando bola para o mato que era jogo de campeonato, deu para garantir a vantagem e subir três pontos na classificação. Em casa, depois da abertura dos estádios pós Pandemia, o Timão não perdeu em casa.
E tenho dito!