
O Corinthians do técnico Sylvinho foi atropelado pelo Atlético MG ao perder de 3 a 0, nesta quarta-feira à noite, no Mineirão. Jogadores alvinegros não deram um chute ao gol de Everson e murcharam em campo. Equipe tomou gols de fora da área, de Diego Costa e Keno. Hulk sacramentou o placar com um golaço. Outra triste exibição alvinegra, sem oferecer resistência. Mais duas vitórias, e o Galo será matematicamente campeão brasileiro. Aliás, de forma merecida.
A fase anda péssima para Cássio. Nada está dando certo para a outrora “Muralha” corintiana. A situação é crítica: chutou, entrou. Diego Costa, de longe, bateu forte, bola pingou e enganou o goleiro, 1 a 0. Pulou atrasado, além de mal colocado. Alguns viram um escorregão do arqueiro. De qualquer forma, partida que seria naturalmente difícil, ficou pior ainda. Mesmo assim, houve um equilíbrio entre as equipes e poucas chances de gol. Sem falar do estado ruim do gramado, molhado pelas fortes chuvas em BH.
TRISTE SACRIFÍCIO
O sacrifício de Renato Augusto, por outro lado, chega a ser cruel. O camisa 8 encontra imensas dificuldades de jogar como falso 9. Bem marcado, nem conseguia fazer o pivô, nem armar o ataque, nem chutar contra a meta de Everson. Era uma figura inútil, assim com Giuliano. Gustavo Mosquito, pela direita e Roger Guedes, pela esquerda, nada podiam fazer. Uma pobreza ofensiva total.
Sylvinho, pela terceira vez, escalou o time errado, prejudicando o rendimento geral. Já o Galo tocava de primeira, sem pressa, esperando o erro adversário. Uma equipe entrosada, coesa, consistente e iluminada demais. Ainda bem que Cássio recuperou-se. Defendeu uma finalização cara a cara de Hulk, após passe perfeito de Diego Costa. Um “milagre”. O Alvinegro, para falar de flores, ameaçou com um cabeceio por cima do gol, em cobrança de escanteio pela direita. Fraquíssimo. Quase nada para dizer a verdade.
CASTIGO VEIO A CAVALO
A única alternativa para a equipe alvinegra era atacar na etapa final e buscar o empate. Sylvinho teria de abrir de um volante e colocar alguém na função de centroavante e pôr Renato Augusto na posição na qual atua impecavelmente, ou seja, no meio campo. Treinador teimoso, sem visão de jogo, com uma equipe sem opções ofensivas e ainda com desentrosamento nítido.
Gabriel Pereira entrou no lugar de Du Queiroz. Agora, era tudo ou nada. Na garra e na marra, na espera de um lance salvador, como tem sido nas últimas partidas. E o castigo veio a cavalo. Keno, sem marcação, bateu de fora da área, no ângulo, essa sem defesa, 2 a 0. Renato Augusto perdeu a bola e foi infeliz. Tchê Tchê desarmou e deu o passe.
TIME PERDIDO E GOLEADO
Para se ter uma idéia de como o Corinthians estava descontrolado, Giuliano trocou de camisa no intervalo e errou de número. Árbitro percebeu e mostrou amarelo. Brincadeira! Atlético MG, tranquilo, passou a administrar a vitória, com a possibilidade de ampliar o placar. Esse time do Sylvinho chega a ser uma piada em alguns momentos. Sem poder nenhum de reação.
O técnico aprendiz de feiticeiro, colocou Vitinho e Jô. Saíram Roger Guedes e Mosquito. Alterações foram sem efeito. Bem marcado, mal conseguia chegar ao gol do virtual campeão nacional. Na prorrogação, Vitinho desceu pela esquerda e cruzou. Giuliano mergulhou de cabeça e mandou para fora. Cássio ainda salvou um chute de Jair. Derrota amarga pelo o que foi mostrado em campo. No final, Hulk fintou João Vitor e fez, 3 a 0. Humilhação para Fiel.
E tenho dito!