São Paulo de Ceni caiu de novo

Foto: Rubens Chiri/SPFC

O São Paulo do técnico Rogério Ceni caiu outra vez no Brasileirão. Nesta noite de domingo, foi até à Fonte Nova enfrentar o Bahia e perdeu por 1 a 0, golaço de Rossi. Equipe  do Tricolor do Morumbi sucumbiu à pressão do adversário. E quando conseguiu chegar parou nas mãos do goleiro Danilo Fernandes, ex-Corinthians. Ceni errou na armação tática e demorou para fazer substituições, prejudicando o rendimento geral.

Partida movimentada no primeiro tempo. O time da casa ameaçado de rebaixamento e com a necessidade básica de atacar e vencer. O Tricolor Paulista, por sua vez, lutando para ficar no meio de tabela e talvez disputar a Sul americana. O técnico Rogério Ceni armou um 3-5-2, ora defensivo, ora ofensivo, tentando envolver o adversário na base do toque de bola e de uma suposta melhor condição técnica.

PÊNALTI?

Já o treinador Guto Ferreira optou por um 4-3-3 e conseguiu levar perigo ao gol de Tiago Volpi. Gilberto ameaçou duas vezes, uma de fora da área e outra de cabeça. Muita reclamação do Tricolor Baiano quando Miranda pisou no pé de Gilberto. Penalidade? VAR chamou a atenção do árbitro, que foi conferir lance no vídeo. Analisou e nada assinalou. Pênalti claro. Em qualquer outro setor do campo teria sido marcado falta.

São Paulo invadia o território adversário com pelo menos cinco jogadores, porém com pouca eficiência. Quase não ameaçava a meta de Danilo Fernandes e apresentava certa lentidão para se recompor na zaga. O Bahia, então, em passes rápidos, sempre chegava pelas laterais.

MILAGRE DE VOLPI

Ataque fulminante baiano. Nilo Paraiba virou da direita para esquerda. Juninho Capixaba, de bicicleta, cruzou para Gilberto bater firme. Volpi fez um “milagre”. Salvou gol certo. Meio campo são-paulino, com o trio formado por Liziero, Igor Gomes e Gabriel Sara não funcionava.

Muito menos o ataque, com Rigoni e Luciano.  Reinaldo, pela ala esquerda; e Orejuela pela direita, foram figurantes apenas. Esquema de Ceni deixou a desejar e o desempenho dos jogadores, então, nem se fale. Faltou articulação, profundidade e finalização. Tricolor Paulista apático.

MUDANÇAS E NADA 

Shaylon e Wellington foram as apostas de Ceni na etapa final. Foram embora Orejuela e Reinaldo, aparentemente fora de forma. Pelo jeito, a fase dos dois anda péssima. Só dava Bahia.  Gilberto deu um corte seco em Miranda e bateu cruzado. Volpi voou e pelota foi para fora. Como a equipe paulista abdicava de atacar, as linhas do time do famoso Gordiola avançavam e devam sufoco.

Nilo Paraiba cruzou, Matheus Baía testou e Volpi espalmou por cima. Ceni, então, sacou Luciano e pôs Calleri. Veio Benitez também. Foi embora Gabriel Sara. Meia foi à linha de fundo e cruzou. Rigoni cabeceou para fora. São Paulo deu uma melhorada com as alterações. Passou a acertar passes e atacar no sentido vertical.

ROSSI NA GAVETA

Gutto sentiu a ascensão adversária e colocou jogadores mais experientes em campo, como Rodriguinho, Rossi e Rodalega. Escanteio pela direita, Volpi acertou um soco na pelota, que sobrou para Rossi. Ele bateu no ângulo oposto. Golaço, 1 a 0. O cara “derrubou o ninho da coruja”

Ceni mandou Rodrigo Nestor para resolver a parada. Jogou o garoto às feras. Bahia voltou inteiro para marcar. A intenção era segurar o resultado a qualquer custo. Danilo Fernandes salvou a pátria em defesa espetacular, em chute colocado de Benitez. Shaylon arriscou, com perigo. Jornada infeliz dos pupilos de Ceni. Bahia sete jogos invicto com técnico Gordiola, com três vitórias e quatro empates.

E tenho dito!