Um clássico abaixo da crítica

Foto: Ivan Storti/Santos FC

A diretoria colocou 20 mil ingressos à venda na volta do público, nesta sexta-feira à noite, no Morumbi. No entanto, apenas 5 mil 529 “corajosos” viram um empate de 1 a 1 entre São Paulo e Santos. Um clássico ruim, murcho demais. Resultado, na melhor da hipóteses, ajudou mais o Peixe, que somou pontinho precioso na fuga do rebaixamento. Foi o encontro do roto com o rasgado. Lembrou um péssimo pega de várzea. Jogo tradicional abaixo da crítica.

Levar um gol no começo da partida é tudo que um time em crise procura evitar. Não teve choro nem vela para os são-paulinos. Zanocelo deixou para Carlos Sanchez. Jogador finalizou com força e arte. Bola ainda desviou no poste esquerdo antes de morrer nas redes de Tiago Volpi, 1 a 0. Ninguém esperava esse golaço. Tricolores baixaram a cabeça. Santistas, riram à toa. O Peixe do técnico Carille, como era esperado, recuou e deu campo ao adversário.

Empurrado pelos torcedores presentes ao estádio e graças ao recuo santista, São Paulo buscou forças e reagiu.  E veio um lance polêmico. VAR chamou a atenção do árbitro. Rodrigo Nestor chutou, zagueiro desviou com o braço sutilmente. Pênalti. Luciano e Carelli discutiram. Os dois queriam cobrar a falta máxima. Seria o primeiro gol do badalado jogador no Cícero Pompeu de Toledo.

Argentino ganhou o bate-boca. O outro ficou pistola. Hermano, porém, cobrou certinho. Bola num canto, goleiro no outro., 1 a 1. Os briguentos, então, se abraçaram e aparentemente fizeram as pazes. Santos ficou feito barata tonta no gramado. Rigoni levou no peito e na vontade. Surgiu livre e de fora da área chutou. Pelota raspou o poste esquerdo de João Paulo.

A igualdade não interessava para nenhuma das equipes. Carelli sentiu contusão, contudo, pediu para técnico Crespo voltar de qualquer jeito. E como reagiria o Peixe de Carelli? Iria buscar a vitória ou ficaria satisfeito com o inútil empate? Tricolor tomou a iniciativa ofensiva, embora trocasse muitos passes laterais, pouco objetivos.

Crespo sacou Marquinhos e colocou Gabriel Sara. Rigoni enxergou Luciano desmarcado e deu passe açucarado para Luciano. João Paulo, atento, faz a defesa. São Paulo tinha a posse de bola. O Santos fechado, esperando por um “milagre”. Nervos a flor da pele. Camacho e Luciano se desentenderam.

Wellington cruzou, Carelli errou tentativa de “bicicleta”. Zaga rebateu e Igor Gomes encheu o pé para fora. Carille alterou esquema. Arriscou Lucas Braga para a saída de Wagner Leonardo. Tricolor apertava. Wellington chegou na linha de fundo e passou para Rigoni. Atacante chutou em cima de João Paulo. Boa chance perdida.

Gabriel Neves, uruguaio, entra no lugar de Luan. Carille põe Balieiro, Pirani e Tardelli. Partida voltava a ficar equilibrada. Liziero e finalmente Benitez reforçaram Tricolor. O desespero de ambos os lados deixou a partida com baixo nível técnico. Passes errados, divididas sem graça e arremates  sem pontaria

Lucas Braga cruzou para trás. Felipe arrematou e Volpi salvou com a ponta dos dedos. Um bumba-meu-boi digno de uma pelada de várzea. Vaias e aplausos se misturavam entre os pouco mais de 5 mil corajosos que enfrentaram o frio de 15 graus, com sensação térmica de 8 graus.

Que dureza…

E tenho dito!