
Me surpreendeu a apresentação do técnico Fábio Carille no Corinthians, ao lado do presidente Andrés Sanchez. Sei lá se foi combinado. Mas um assoprou e outro mordeu. Tática clássica nos filmes de Holywood há uns 500 anos. Carille fez questão de mostrar segurança, calma, cautela e alegria. Agora acredita que fará um omelete com ovos, diante de reforços meia boca, aqui entre nós. Deu para perceber, porém, que o velho e bom treinador continua humilde, firme nas convicções e que está aberto para o que der e vier. Amém, São Jorge. Fazia tempo não aparecia alguém com esse perfil no clube. Talvez por isso o segundo semestre do ano passado tenha sido um porre, osso duro de roer e de engolir os pedaços, os cacos, consequência de um esmerilho torturante de incompetência.
E o Sanchez? Tem meus respeitos como gerente de negócios. Ano passado muitas apostas dele quase levaram o Timão ao rebaixamento. Insistir em Osmar Loss, depois apostar em Jair Ventura. Numa boa: Carille não perderia a Copa do Brasil para o Cruzeiro do ótimo Mano Menezes nem a pau, Juvenal. Se bobear, teria vencido em Belo Horizonte. Andrés percebeu a “besteira”, os erros administrativos e teve o mérito sim de repensar o futebol do clube. A “estrutura” tinha ido embora com Carille.
Ano novo. Vida nova.
Boa sorte a todos.
Só respeitem a grandeza do Corinthians, sempre.
E tenho dito!