Parada no Brasileirão foi boa para quem?

Foto: Gazeta Press
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O calendário do futebol brasileiro sempre está na berlinda. Muita gente é a favor de adequá-lo à Europa. Dirigentes da CBF são contra. O fato é que de repente estamos sem bola rolando no Brasileirão há dias. Quem estava embalado, como Palmeiras e Santos, ou até mesmo Atlético Mineiro, na ponta da tabela, pode ser prejudicado. O Flamengo, visivelmente em queda, tem a chance de se levantar na reta final. O mesmo raciocínio serve para o conturbado Corinthians e o incerto São Paulo, duas grandes decepções na atual temporada. Do nada, se recuperam no “milagre dos peixes e dos pães”.

E o Botafogo carioca, do Jair Ventura? É outro que pode quebrar a cara. Afinal, todo detalhe é pouco para quem saiu da ameaça de queda para Série B e persegue vaga para a Libertadores 2017. Na verdade, ruim é parar a máquina no tranco. Parece até aqueles apagões de origem duvidosa em partidas decisivas de campeonato. Esse tempo poderia ser, por exemplo, descontado das férias, ou parte delas do treinador. Geralmente, os ditos cujos nada têm para fazer e aí, então, forçam a barra em exercícios. Não há musculatura suficiente para aguentar tal imprudência. Azar dos atletas.

A seleção brasileira merece o sacrifício de todos clubes nacionais? Na minha opinião, de jeito nenhum. E se o Palmeiras perder o campeonato mais ganho da história por causa dos cartolas da entidade? Existe um prejuízo econômico e outro moral. Esse último sem preço. Ou seja, a parada geral é péssimo negócio. Fato. Desperta ansiedade e esperança, emoções antagônicas. Uns diriam, “futebol é assim mesmo”. Eu, modestamente, completaria: “Futebol desorganizado, mal feito, pessimamente planejado é assim mesmo”.

E tenho dito!